Vídeo: Os Afectos E A Confusão Que Lhes Fazem

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Foi-nos enviado pela Telma (obrigado <3 ) este vídeo onde é feita uma experiência social: um casal de rapazes troca afectos num restaurante e é filmada a reação das pessoas em seu redor. Há também uma actriz que tem o papel de catalisador dessas reações, provocando os rapazes e as restantes pessoas.

É um tema que já passou por aqui, o dos afectos entre pessoas gays em público, em que parte das outras pessoas não sabe reagir, ou se sente ofendida, como se o afecto entre duas pessoas fosse uma coisa suja.

Como em tudo, deve haver noção das coisas e os afectos em público devem respeitar as restantes pessoas, não devendo, portanto,  aproximar-se da pornografia mas, dito isto, devemos nós como público tentar perceber se a reação que temos se baseia nesse conceito de respeito ou de um preconceito sobre pessoas gays.

Um abraço não é pornográfico, mãos dadas não é pornográfico, beijos e beijinhos não são pornográfico, é afecto, é ligação, é amor, por isso quem se diz ofendido por estes actos não percebe o que é sentir, especialmente em pessoas que crescem numa sociedade que tenta esconder este tipo de afectos a todo o custo.

Não deixem de se amar nem impeçam que outros se amem. Beijos.

Por Pedro Carreira

Ativista pelos Direitos Humanos na ILGA Portugal e na esQrever. Opinião expressa a título individual. Instagram/Twitter/TikTok/Mastodon: @pedrojdoc

4 comentários

    1. Pedro Carreira – Portugal – Ativista pelos Direitos Humanos na ILGA Portugal e na esQrever. Opinião expressa a título individual. Instagram/Twitter/TikTok/Mastodon: @pedrojdoc
      pedro_jose diz:

      Sim, acontece ainda na maioria dos países, mas cá estamos para lutar contra esse preconceito, obrigado pelas palavras 🙂

  1. Em minha opinião, as demonstrações de afecto, sejam elas entre elementos de casais homossexuais ou heterossexuais, são algo que pertence à esfera privada. Não são coisas para ser manifestadas em público.
    Faz-me travessa impressão ver foi homens a beijar-se, como um homem é uma mulher ou duas mulheres. Acho que não são prácticas conciliáveis com a vida em sociedade.

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