Poema: Mais Um Dia

Mais um dia,

Mais uma tentativa, uma mera fugida.

Aquele momento em que entre conversas, risadas e garfadas;

entre trivialidades e pistoladas,

Assuntos (in)certos e(m) futuros a ser descobertos,

caminhos abertos, nada mais que desertos…

Tudo está, se mantém e manterá:

Escondido. Enuviado. Incerto.

da verdade escondido;

na realidade pintado em tons de enuviado;

incerto por ser certo apesar de não existir.

Atiro aquela pedra. Outra pedra. Nada mais que uma pedra…

Quero ir por aí. Quero que vás por aí.

Caminhar sem cair, dançar sem escorregar…

Quero que te apercebas de mim sem te magoar.

Porque… Porque…

Porque te amo…

Mais! do que a outro alguém.

E preciso de ti.

Mais do que ninguém!

E sofro com o medo de te desiludir!

Mas ouve-me. Tens que me ouvir!

Chora comigo, abraça-te a mim e acabemos a rir…

Imploro-te…

Ouve os sinais! Segue as pistas!

Quando te falo num futuro distante…

Quando mostro assertivamente que “não” amo nem sou amante;

Quando digo friamente que a geração “acabou”…

Graças a uma mentalidade diferente,

Esta! A que me “desgraçou”…

Não culpes escolhas profissionais!

Algo tão forte não pode ser coisa assim tão banal!

E não, não é desvalorização do sentimental…

É: suave e carinhosamente,

neste meu esforço colossal,

mostrar-te suave e delicadamente

que não sou! e que não quero!

e que, tal como tu!,

certamente não passo de mais um… mero Animal.

 

Luís Salvador

Por jluispsalvador

Sei que não és como eu Apenas tu, Ser que sofreu… Animal andante, Ser (demasiado) pensante. Julieta que acredita num Romeu. Queria que fosses tu podendo ser eu Não sendo sequer mais que ninguém sou aquele que o teu ser procura, na busca de mais um dia de ajuda. Quando quero de ti, Não espero. Não desespero. Apenas sinto sincero que as coisas não têm que ser assim. Sinto-te longe. Tenho medo do fim. Não ouviste ninguém, nem sequer a mim. Dei o meu máximo e tu retribuíste Sinto-me impotente e tu não sentiste Estou só. Apenas comigo. Impaciente. Chateado. Só. Isolado. Sinto falta de ti. Por vezes penso que gostava que fosses eu… Forte e pensante, estupidamente criança, Sóbria e estridente! Nada mais que um ser sorridente Simples como mais uma nuvem no céu. Não vás por ai! São vários os caminhos e difíceis as escolhas. Asfixia total, nada mais que superficial, A vida é (tão simplesmente) assim. Porque a racionalidade é demasiado humana, Não passa sequer de uma escolha predestinada Apenas uma vida aparentemente sem início, nem meio ou fim. Eu continuo aqui. Tu estarás sempre aí. A vida nunca será fácil, nem bela, nem o esperado. Vive comigo este turbilhão Sente nas veias a emoção E se te sentires só lembra-te: estou aqui Procura esse abraço e a vida sorrirá para ti.

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