Por que tantas mulheres vêem pornografia gay?

Por que tantas mulheres vêem pornografia gay?

Uma nova pesquisa pretendeu dar resposta à razão pela qual a pornografia gay é tão popular entre as mulheres, com fatores como o amor pela forma masculina e a versatilidade do sexo gay.

Em 2016, o site de vídeos Pornhub revelou que as mulheres representam mais de um terço (37%) das pessoas que assistem a pornografia gay masculina. Proporcionalmente, os dados mostraram que as mulheres eram mais de dois terços (69%) mais propensas a assistir a pornografia gay que os utilizadores do site do sexo masculino. Já no ano anterior o site descobriu igualmente que a pornografia com homens gays era consistentemente a segunda categoria mais popular de pornografia vista por mulheres.

Lucy Neville pesquisou mais de 500 mulheres para um novo livro recentemente lançado, e descobriu que a razão principal para as mulheres assistirem a pornografia gay era simplesmente que elas gostam de “olhar para homens nus”.

A pesquisadora, que também é professora de criminologia na Universidade de Leicester, explicou que as pessoas ainda são condicionadas na sociedade a ver a nudez masculina como “grosseira, engraçada ou assustadora“.

Muitas das mulheres com quem conversei estavam ansiosas para encontrar uma maneira de olhar para os homens e apreciar a graça e a beleza masculinas.

Ela acrescentou que algumas mulheres também queriam derrubar o “olhar masculino”, onde a esmagadora maioria dos vídeos é criada para a perspetiva masculina, cis e heterossexual, ignorando os desejos sexuais das pessoas que se sentem atraídas pela forma masculina.

Existem razões sérias e potencialmente traumáticas para a visualização de porno gay por mulheres heterossexuais

No entanto, Neville descobriu igualmente algumas razões mais sérias que levam algumas mulheres a ver pornografia gay. A pesquisadora revelou que para as vítimas de violação ou sobreviventes de abuso sexual, a pornografia gay masculino-masculino torna-se “um dos poucos tipos de média sexualmente explícita que elas podem desfrutar sem que haja um novo desencadeamento emocional traumático”.

Neville também disse que as mulheres que assistem a pornografia gay masculina o fazem porque “não precisam de sentir-se culpadas ou preocupadas com as mulheres nos mesmos, adivinhar se estão a gostar, se estão a ser exploradas, se lhes dói, se elas realmente tiveram um orgasmo.”

Ela ainda acrescentou que algumas mulheres relataram apreciar a “versatilidade” do sexo gay, desconhecendo à partida quem será o “penetrador e o penetrado” na pornografia gay.

Fontes: PinkNews e Imagem.


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Episódio ESPECIAL: Opiniões sobre comunidade LGBTI+ com Cairo Braga, André Tecedeiro, Luísa Semedo e Pedro Carreira. Cairo Braga tem neste episódio especial o duplo-papel de pessoa convidada e moderadora de uma conversa sobre a série de artigos de opinião que surgiram nos últimos dias sobre as identidades e vivências da comunidade LGBTI+… escritas quase na totalidade por homens heterossexuais, cisgénero, brancos e de meia idade. Para tal, juntam-se a Cairo o André Tecedeiro, a Luísa Semedo e o Pedro Carreira para uma conversa na primeira pessoa sobre este ataque, aproveitamento e obsessão que algumas pessoas comentaristas têm para falar da comunidades LGBTI+. A não perder! Artigos por pessoas LGBTI+ mencionados no episódio: A chave do armário e o orgulho da invisibilidade (por Luísa Semedo) De onde vem o que julga saber? Já conversou com pessoas trans e não-binárias? (por André Tecedeiro) O bullying dos opinion-makers (por Ana Aresta) Destransição: Dos mitos aos factos (por Pedro Carreira) Sigam e descubram o trabalho de: Cairo Braga André Tecedeiro Luísa Semedo Música por Fado Bicha: Fado Alice (com Alice Azevedo); Jingle por Hélder Baptista 🎧 Este Podcast faz parte do movimento #LGBTPodcasters 🏳️‍🌈 Para participarem e enviar perguntas que queiram ver respondidas no podcast contactem-nos via Twitter e Instagram (@esqrever) e para o e-mail geral@esqrever.com. E nudes já agora, prometemos responder a essas com prioridade máxima. Podem deixar-nos mensagens de voz utilizando o seguinte link, aproveitem para nos fazer questões, contar-nos experiências e histórias de embalar: https://anchor.fm/esqrever/message 🗣 – Até já unicórnios 🦄
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One comment

  1. Os vídeos gays, aqui no Brasil, são geralmente machistas e, quando não tratam o chamado passivo como sendo da prostituição homossexual: fazendo oral e sendo penetrado, concomitantemente! Quanto a questão do público feminino, trazendo para os dias atuais, em que “elas” estão mais observadoras se o namorado ou marido é Bissexual, aí será bem difícil atrelar um corpo viril ao “ativo na relação” ainda mais se for cisgenero, também. Alguns caras com quem transei, geralmente amigos, de inicio pensaram que a amizade, fosse a razão de eu permitir ser penetrado ou ter feito um sexo oral que lhes tenha deixado “satisfeito” mas o prazer que demonstrei fizeram até rirem da situação! Portanto, não atrelem a anatomia da bunda ou “volume” na calça como parâmetro de “definição” de quem é quem, na relação homossexual masculina🤭

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