Arábia Saudita “torturou mulheres ativistas”

Aziza al-Yousef será uma das ativistas detidas pelo regime saudita

A Arábia Saudita torturou e assediou sexualmente ativistas de direitos humanos, incluindo várias mulheres, anunciaram a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch. Prisioneiras da Prisão de Dhahban terão sido eletrocutadas, açoitadas e assediadas sexualmente.

A Arábia Saudita prendeu várias ativistas dos direitos das mulheres no início deste ano e clérigos influentes e intelectuais foram igualmente detidas. No entanto, um oficial saudita disse que o reino “não tolera, promove ou permite o uso de tortura“.

Mas as acusações são bastante detalhadas pelos grupos de defesa dos direitos humanos: Ativistas ficaram impossibilitadas de andar ou ficar de pé adequadamente após a eletrocussão e o açoitamento, tendo uma mulher sido assediada sexualmente por interrogadores de máscaras faciais. A Human Rights Watch reitera a acusação de eletrocução por parte da Amnistia, bem como chicotadas, “abraços e beijos forçados” a pelo menos três mulheres detidas.

O rei Salman bin Abdulaziz Al Saud e seu filho, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, foram elogiados no ano passado por lançar uma campanha de modernização, incluindo a suspensão da proibição de mulheres conduzirem. Mas críticas dizem que isso foi acompanhado de uma repressão extremada a dissidentes na Arábia Saudita.

Numa altura em que o país tem recebido protestos internacionais pelo assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi em Istambul – entretanto confirmada pela CIA – esta é uma notícia que apenas põe a nu um regime totalitário altamente repressivo dos direitos humanos. Que não nos atirem poeira para os olhos com propaganda oca.

Fonte: BBC.

Por Pedro Carreira

Ativista pelos Direitos Humanos na ILGA Portugal e na esQrever. Opinião expressa a título individual. Instagram/Twitter/TikTok/Mastodon: @pedrojdoc

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