Ser livre

Será que a liberdade de que se fala é alcançável por todos? E afinal de contas, o que significa ser livre? Não existe uma definição propriamente precisa, isto é, cada um é livre à sua maneira. É importante refletirmos sobre o que a liberdade traz para nós e se, de facto, já foi conquistada na sua totalidade.  

Liberdade para acederes ao ensino, sem duvidarem das tuas capacidades, das tuas origens ou das tuas condições económicas. Liberdade de emancipação na tua carreira sem te julgarem pelo teu género, pelos teus princípios e valores. Liberdade pela forma como te expressas, como te vestes e como ages, sem seres visto como anormal pela sociedade. Liberdade para amares independentemente do género, da idade, da religião, da cultura, da classe social. Liberdade para praticares desporto, sem que te seja dito constantemente que podes não ter tanta aptidão física ou força para exerceres atividade física. Liberdade para gerires o teu dinheiro e teres a tua independência económica. Liberdade para saíres, sem teres que dar justificação às pessoas. Liberdade para acreditares na religião que para ti tem mais significado, sem que te seja negado o teu direito de escolha. Liberdade para dizer não, quando não te sentes confortável em realizar uma determinada coisa. Liberdade para mudares de sexo, caso seja essa a tua intenção e não te sentires confortável com o teu sexo biológico definido à nascença.

Na verdade, eu podia estar aqui a escrever vários exemplos, porque existem imensas formas de um ser humano sentir-se livre. Porém, respeitando a individualidade de cada indivíduo, deixo ao teu critério o teu próprio exemplo ou os teus próprios exemplos, o que para ti se define como ser-se livre.

Em suma, ser livre é seres tu mesmx e não te privares nunca de quem realmente és, no que acreditas, no que sentes e nas escolhas que tomas. Vamos praticar o bem, preocupar-nos com o próximo, respeitar as pessoas que são diferentes de nós sem fazer julgamentos e lutar contra o preconceito, enumerando as injustiças? Ser-se livre também é isto, é ter liberdade para gerar uma sociedade melhor, na qual as pessoas se sintam confortáveis e plenas de si.  Nós não podemos mudar o mundo de uma só vez, mas ao mudar a vida de alguém estamos a mudar o mundo progressivamente.

Por Carolina Vale Santos

É natural de Santarém. Atualmente, frequenta a licenciatura de Serviço Social no Instituto Superior de Serviço Social do Porto. É formada em géneros e sexualidade em contexto de intervenção social. Tem formação em cuidados paliativos pediátricos. Escreve artigos de opinião. É ativista dos direitos humanos. Participou na 13° Escola Ex Aequo da Rede Ex Aequo, no qual foi aprovada na formação do projeto Educação LGBT. Realizou vários estágios, sendo o primeiro estágio num Centro de dia, o segundo estágio foi num Gabinete de Ação Social, o terceiro estagio foi realizado numa Unidade de Cuidados Continuados e o quarto estágio foi realizado numa ONG com projetos nacionais e projetos a nível internacional. As suas principais áreas de interesse são intervenção social, géneros e sexualidade, violência doméstica, violência no namoro, racismo, igualdade de género, comunicação e ensino e formação.

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