Dia da Solidariedade Intersexo: desmascarar 10 mitos

Neste Dia da Solidariedade Intersexo é essencial reconhecer que as identidades interseccionais são importantes para quem somos como pessoas. Não podemos deixar para trás partes de nós. Para garantir que mais pessoas entendam melhor o que significa ser intersexo, precisamos encontrar uma linguagem compreensível e, às vezes, isso significa desaprender os conceitos errados que nos foram expostos ao longo dos anos.

As identidades intersexo são muitas vezes incompreendidas e sub-representadas; ser-se intersexo refere-se a pessoas que têm uma ou mais variações nas suas características sexuais que não encaixam nas concepções tradicionais daquilo que são corpos masculinos ou femininos. É no sentido de esclarecer sobre algumas dúvidas ou questões que a pessoa ativista Jonathan Leggette colecionou dez pontos com os quais pretende desmascarar mitos sobre as pessoas intersexo, vejamos:

  1. Nem todas as pessoas intersexo se identificam como parte da comunidade LGBTI. No entanto, quem se identifica como tal precisa que a nossa comunidade entenda as suas necessidades e haja uma efetiva aceitação.
  2. Pessoas intersexo e pessoas transgénero são identidades distintas. Algumas pessoas intersexo também podem ser trans, mas nem todas as pessoas intersexo são trans. Pessoas intersexo e trans podem ter experiências semelhantes, mas existem diferenças.
  3. As pessoas intersexo não se definem apenas pela sua genitália. As características intersexuais podem envolver órgãos genitais, cromossomas, hormonas ou outras características sexuais secundárias.
  4. As pessoas intersexo são tão comuns quanto as ruivas naturais do mundo e representam aproximadamente 1,7% da população mundial.
  5. Não há como sabermos se alguém é intersexo apenas ao olharmos para essas pessoas. Não é uma adivinha!
  6. Ao contrário das representações convencionais de indivíduos intersexo, nem todas as pessoas intersexo são brancas e efeminadas. As pessoas intersexo existem em todo o mundo, de todas as raças e estilos de vida.
  7. Não existe uma experiência única de intersexo. Existem mais de 35 variações intersexo, o que significa que não existe uma identidade monolítica intersexo e, mesmo enfrentando muitos dos mesmos desafios de uma comunidade, nem toda a pessoa intersexo tem exatamente a mesma experiência.
  8. As pessoas intersexo não têm todas os mesmos corpos. Quando celebramos o corpo, muitas vezes esquecemo-nos de falar sobre a diversidade de corpos, especialmente corpos intersexo. Precisamos de celebrá-los de igual forma!
  9. Não nos referimos às pessoas intersexo como “hermafroditas”. Este rótulo é um termo desatualizado, ofensivo e usado para patologizar os seus corpos e apenas aumenta a confusão sobre a realidade de ser uma pessoa intersexo.
  10. Não precisamos conhecer pessoalmente uma pessoa intersexo para sermos uma boa aliada na luta contra a limpeza e a mutilação genital intersexo.

Ep.138 ESPECIAL: Opiniões sobre comunidade LGBTI+ com Cairo Braga, André Tecedeiro, Luísa Semedo e Pedro Carreira Dar Voz a esQrever: Notícias, Cultura e Opinião LGBTI 🎙🏳️‍🌈

Episódio ESPECIAL: Opiniões sobre comunidade LGBTI+ com Cairo Braga, André Tecedeiro, Luísa Semedo e Pedro Carreira. Cairo Braga tem neste episódio especial o duplo-papel de pessoa convidada e moderadora de uma conversa sobre a série de artigos de opinião que surgiram nos últimos dias sobre as identidades e vivências da comunidade LGBTI+… escritas quase na totalidade por homens heterossexuais, cisgénero, brancos e de meia idade. Para tal, juntam-se a Cairo o André Tecedeiro, a Luísa Semedo e o Pedro Carreira para uma conversa na primeira pessoa sobre este ataque, aproveitamento e obsessão que algumas pessoas comentaristas têm para falar da comunidades LGBTI+. A não perder! Artigos por pessoas LGBTI+ mencionados no episódio: A chave do armário e o orgulho da invisibilidade (por Luísa Semedo) De onde vem o que julga saber? Já conversou com pessoas trans e não-binárias? (por André Tecedeiro) O bullying dos opinion-makers (por Ana Aresta) Destransição: Dos mitos aos factos (por Pedro Carreira) Sigam e descubram o trabalho de: Cairo Braga André Tecedeiro Luísa Semedo Música por Fado Bicha: Fado Alice (com Alice Azevedo); Jingle por Hélder Baptista 🎧 Este Podcast faz parte do movimento #LGBTPodcasters 🏳️‍🌈 Para participarem e enviar perguntas que queiram ver respondidas no podcast contactem-nos via Twitter e Instagram (@esqrever) e para o e-mail geral@esqrever.com. E nudes já agora, prometemos responder a essas com prioridade máxima. Podem deixar-nos mensagens de voz utilizando o seguinte link, aproveitem para nos fazer questões, contar-nos experiências e histórias de embalar: https://anchor.fm/esqrever/message 🗣 – Até já unicórnios 🦄
  1. Ep.138 ESPECIAL: Opiniões sobre comunidade LGBTI+ com Cairo Braga, André Tecedeiro, Luísa Semedo e Pedro Carreira
  2. Ep.137 – Becoming All Alone: Homens Cisgenerais, Telescópio Homofóbico e Queer Lisboa 26
  3. Ep.136 – Break My Soul: Padre em apuros e Friends redimidos

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2 comentários

  1. Muito bom, apenas uma pequena correção: estima-se ser 1,7% da população, no entanto, é impossível saber e o número deve ser muito maior, Isto deve-se a não só décadas de intervenções médicas de “correção” em recém nascides com genitália intersexo como a falta de exames gerais que incluam exames aos cromossomas, pelo que uma pessoa pode muito bem ser intersexo e ninguém, literalmente, saber. Mas muito bom artigo! Lamento a intromissão, continuem com o bom trabalho <3

    1. (as intervenções eram muitas vezes feitas com ou sem consentimento dos pais mas muito raramente registadas, pelo que a única forma de saber é se for mencionado pelos pais algures na vida)

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