Rita Pea lança Mar d’Electra, poesia como “manifesto revolucionário pela libertação do corpo da mulher”

Rita Pea lança Mar d'Electra, "uma ode enérgica e triunfal do feminismo"

Mar d’Electra é a quarta obra poética de Rita Pea, autora natural de Aveiras de Cima.

Rita Pea descobriu ainda na adolescência o seu gosto pela escrita. A poesia arrebatou o seu coração aos treze anos e foi nessa altura que iniciou a sua jornada literária. A autora publicou o seu primeiro livro de poesia Fragmentos de uma Alma (2009) após ter vencido um concurso para jovens escritores. Seguiram-se Nu Avesso das Palavras (2016) e O Espelho da Medusa (2018). Peças teatrais estão igualmente presentes na sua obra, tais como Abigail (2014) e Par 735 (2017) em parceria com a Professora, Coreógrafa e Juiz de Dança Desportiva Mónica Banza. Com o Maestro Gonçalo Lourenço escreveu o seu primeiro libreto intitulado Lençóis de Venús (2019).

Neste Mar d’Electra, a autora convida o público-leitor a imergir na alma do sujeito poético numa viagem alucinante à descoberta das suas emoções mais secretas. Durante essa intimista e prazerosa jornada construída por noventa e nove poemas e uma ode, quem lê deparar-se-á com a profundidade e a beleza da essência humana, num equilíbrio magistral entre o amor e a liberdade, o erotismo e a solidão e entre o desejo e a paixão. Um mar de sensações que leva a Poeta a doar-se de corpo e alma à arte e à escrita, em busca de si mesma.

Beijar-te
é ser um rio
indomável
que transborda as suas margens.

Segundo a Docente de Literatura Portuguesa, Sara M. Barbosa, este é um livro onde “levada pela mão e pela voz de Rita Pea, Electra vai à procura de si e do seu novo ‘eu’: “anseio mergulhar/ em busca de mim mesma.

Entre poemas que exploram a luxuria e os ecos que ficaram para trás, o centésimo e último texto é um poema à parte: trata-se de uma ode. “Não a ode dos clássicos, tranquila e equilibrada como as de Pessoa /Ricardo Reis“, como refere Barbosa, “mas antes uma ode enérgica e triunfal do feminismo.A “Ode à Gorda”, continua, “é um manifesto revolucionário pela libertação do corpo da mulher, é uma recusa dos ditames e das normas que a sociedade continua a impor às mulheres“. Este é, segundo a docente, “um dos melhores textos que se têm escrito contra as amarras do sistema patriarcal que nos envolve e nos torna infelizes, reféns da aprovação e do olhar dos outros e das outras“. Por fim, conclui que “este é um livro para ler devagar, para saborear o sumo das palavras, para sorrir de satisfação e, tal como as figuras que aqui se vão desenhando, sentir-se feliz, eroticamente feliz.

Rita Pea irá apresentar o seu quarto livro em duas sessões no mês de maio: na Casa da Poesia de Setúbal no próximo dia 21 de maio às 16:00 Horas e na Livraria Fnac, em Faro no dia 28 de maio às 16:00 Horas.

Poderão encontrar a autora no seu site e nas suas páginas no Facebook e no Instagram.


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