ONU denuncia notícias “homofóbicas e racistas” sobre surto de Monkeypox

ONU denuncia notícias “homofóbicas e racistas” sobre surto de Monkeypox

Alguns relatos nos meios de comunicação de casos de Monkeypox entre pessoas de origem africana e LGBTI têm alimentando o estigma e prejudicado a resposta ao crescente surto, disse a UNAIDS, o Programa Conjunto da ONU sobre o VIH/SIDA.

A UNAIDS disse que “uma proporção significativa” de casos recentes de Monkeypox foi identificada entre homens gays, bissexuais e outros que fazem sexo com homens, mas reforçou que as pessoas que estão em maior risco são as que tiveram contato físico próximo com alguém com o vírus, podendo afetar, portanto, qualquer pessoa.

A organização avisou igualmente que alguns dos retratos noticiados de pessoas de origem africana e LGBTI “reforçam estereótipos homofóbicos e racistas e exacerbam o estigma“, tal como foi defendido, aliás, em Portugal por várias associações de defesa dos direitos LGBTI+.

O estigma e a culpa minam a confiança e a capacidade de responder de forma eficaz durante surtos como este“, disse o vice-diretor executivo da UNAIDS, Matthew Kavanagh. E continuou por reiterar que “a experiência mostra que a retórica estigmatizante pode desativar rapidamente a resposta baseada em evidências, alimentar ciclos de medo, afastar as pessoas dos serviços de saúde, impedir os esforços para identificar casos e incentivar medidas ineficazes e punitivas.

Os sintomas da Monkeypox incluem febre, dores musculares, gânglios linfáticos inchados, calafrios, exaustão e erupções cutâneas semelhante à varicela nas mãos e no rosto. Não existe tratamento, mas os sintomas geralmente desaparecem após duas a quatro semanas.

1 comentário

  1. Verdade! Não se deve estigmatizar!! Criar estereótipos, é perigoso. Generalizar é injusto, sempre.
    Assim como também não aceito que rotulem de “homofóbico” ou “racista” quem discordar da narrativa LGBTI…Entendem?!

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