Polícia sérvia prende dezenas de ativistas durante o EuroPride de Belgrado

Polícia sérvia prende dezenas de ativistas durante o EuroPride de Belgrado
Imagem partilhada pelo Embaixador dos EUA na Sérvia Christopher R. Hill no EuroPride

A polícia sérvia prendeu mais de 64 pessoas quando milhares de ativistas LGBTI+ ocupavam as ruas de Belgrado pela Marcha do EuroPride este sábado, apesar de uma proibição do governo e da polícia.

O Ministério do Interior proibiu a marcha no início desta semana, alegando preocupações de segurança quando grupos de extrema-direita ameaçaram realizar protestos. Nos últimos dias, juntamente com tradicionalistas, ultranacionalistas e representantes da influente Igreja Ortodoxa Sérvia, várias organizações extremistas promoveram protestos contra a “propagação da ideologia LGBT”.

Embora a Marcha tenha ocorrido sem incidentes graves, os orgãos de comunicação locais afirmaram ter havido confrontos entre contra-manifestantes e a polícia. A primeira-ministra do país dos Balcãs, Ana Brnabićque é abertamente lésbica – disse que 64 pessoas foram presas e 10 polícias feridas no sábado. Sublinhou no entanto que estava “orgulhosa” por ter terminado o dia “sem incidentes graves”.

“Reunimos para a histórica Marcha do #EuroPride2022 . Marchamos em 40 minutos. Agradecemos a todas as pessoas ativistas incríveis e corajosas do @belgradepride que nos fizeram chegar até aqui.”

Apesar da proibição oficial, manifestantes puderam marchar na chuva algumas centenas de metros entre o Tribunal Constitucional e um parque próximo. Esta foi uma rota muito mais curta do que a organização do Europride tinha planeado inicialmente.

A Sérvia, candidata à adesão à União Europeia, estava sob intensa pressão internacional para permitir a Marcha do Europride. Mais de 20 embaixadas – incluindo as dos EUA, França e Grã-Bretanha – emitiram uma declaração conjunta apelando às autoridades que levantassem a proibição anunciado no início da semana.

As Marchas do Orgulho de Belgrado foram marcadas pela violência e tumultos depois que grupos de extrema-direita terem atacado os eventos em 2001 e novamente em 2010.

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