EURO2020: Após proibir publicidade arco-íris na Rússia e no Azerbaijão, UEFA investiga caso de bandeira confiscada durante jogo

A UEFA está a investigar caso de um fã ver a bandeira do arco-íris confiscada durante o jogo da Dinamarca contra a República Checa no Estádio Olímpico de Baku, no Azerbaijão.

Fotos surgiram durante o jogo e parecem mostrar um fã a segurar uma bandeira do arco-íris, antes de ser abordado por dois funcionários do estádio e ver a bandeira confiscada.

Após a denúncia a UEFA respondeu que “nunca instruiu a administração em Baku — ou em qualquer outro estádio — a confiscar bandeiras arco-íris“, afirmando que está “a investigar o que aconteceu” e que entrará “em contacto com o delegado da UEFA, o oficial de segurança da UEFA e as autoridades locais para esclarecimentos.” Afirmou ainda que “a bandeira do arco-íris é um símbolo que incorpora os valores fundamentais da UEFA, promovendo tudo em que acreditamos — uma sociedade mais justa e igualitária, tolerante a todas as pessoas e a UEFA garantiu que a bandeira fosse devolvida ao fã.

Já na passada sexta-feira a Volkswagen informou que a UEFA impediu a empresa de ter publicidade com cores do arco-íris — em solidariedade à comunidade LGBTI — tanto no Azerbaijão como na Rússia.

A Volkswagen desejava estender sua publicidade arco-íris aos quartos de final do Euro2020, mas foi informada pela UEFA que tal não seria possível.

O fabricante de automóveis alemão foi informado que a UEFA estava preocupada com a “estrutura legal” de demonstrações públicas de apoio a pessoas LGBTI na Rússia e no Azerbaijão. A Volkswagen disse que “lamenta” esse desenvolvimento e continuará a ter anúncios de temática arco-íris em Munique e em Roma, tal como na final em Wembley.

Todos os outros patrocinadores decidiram deixar de usar publicidade arco-íris no torneio com o fim do Mês do Orgulho LGBTI”, informou a UEFA.

O Azerbaijão descriminalizou as relações entre pessoas do mesmo sexo em 2000, mas a Human Rights Watch relatou em 2017 como as pessoas LGBTI continuam a ser vítimas de violência policial, prisões e tortura.


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