
O governo estatal republicano do Texas ratificou esta semana uma lei que criminaliza a prática de cuidados de afirmação de género a menores trans. O Texas juntou-se assim a outros 18 estados estadunidenses que proíbem ou restringem estes tratamentos.
A medida entra em vigor em setembro, com exceções para quem já está a fazer tratamento.
Conservadores argumentam que as medidas visam impedir que jovens tomem decisões irreversíveis, com o risco de se arrependerem. No entanto, estes são argumentos que têm sido desmontados nos últimos anos por equipas clínicas e profissionais de saúde. Os cuidados de afirmação de género a pessoas trans, que passam, por exemplo, por bloqueadores de puberdade são, ao contrário do que conservadores tentam passar, reversíveis. E os benefícios estão bem documentados: Jovens trans com acesso a bloqueadores de puberdade possuem melhor saúde mental.
Aliás, no que toca a arrependimentos, a esmagadora maioria de adolescentes transgénero que recebeu tratamento de bloqueadores da puberdade continuou o tratamento de afirmação de género.
Democratas alertam também para o risco de aprofundar o estigma contra uma comunidade que já sofre de discriminação e abuso. Também organizações de defesa dos direitos LGBTI+ temem que esta situação possa levar mais jovens trans ao suicídio, uma vez que se encontram entre os grupos mais vulneráveis da sociedade.
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