Treze polícias alvo de processos disciplinares por publicações racistas e homofóbicas

Treze polícias alvo de processos disciplinares por publicações racistas e homofóbicas

13 polícias da PSP e militares da GNR foram alvo de uma investigação interna depois de terem partilhado publicações nas redes sociais de cariz racista e homofóbico.

A IGAI concluiu um inquérito do qual decorreu a abertura de 13 processos disciplinares, os quais têm por objeto expressões que se consideram discriminatórias em diversas vertentes, designadamente racistas, homofóbicas e xenófobas”, confirmou Anabela Cabral Ferreira, inspetora-geral da Administração Interna (IGAI), ao Expresso.

Os 13 processos disciplinares não são, no entanto, representativos do total de mensagens de ódio detetadas. Outros casos terão sido descartados, uma vez que agentes já estariam na reforma e os respetivos estatutos impedem a abertura de processos disciplinares.

Além disso, não foi possível obter a autoria das mensagens nas redes sociais, uma vez que “havia um número elevado de membros das forças de segurança com o mesmo nome.”

A investigação analisou apenas espaços online públicos e não fóruns fechados, dado que estes só são possível de aceder por convite ou autorização de quem os administra.

591 perfis de polícias identificados poderão mostrar quadro preocupante. Formação é resposta

Em novembro de 2022, uma investigação do setenta e quatro revelou a existência de 591 perfis de polícias que veicularam mensagens racistas, mas também misóginas, xenófobas, ciganófobas ou homofóbicas. Estes 3090 posts e comentários investigados poderão configurar crimes públicos. No entanto, ainda não ficou esclarecido se os dados recolhidos poderão servir como prova.

Perante este tipo de discursos, tem havido uma aposta em ações de formação nas forças de segurança sobre xenofobia. Foi igualmente criado um plano de combate ao racismo e extremismo nas polícias.


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