
Estudo Opinião política no feminino do ISCTE revelou que mulheres ocupam 24% do espaço de comentário político nas televisões em Portugal.
O estudo encontrou assim aquilo que considera um “desequilíbrio abissal” em termos de género, onde três quartos do comentário político é ocupado por homens. A presença das mulheres nos espaços de comentário televisivos diminuiu face a 2022 (28%), mas aumentou para 2016 (17%).
Em 2023, a CMTV, SIC e TVI não tinham mulheres no espaço de comentário fixo, RTP1 e RTP2 tinham uma mulher cada. Entre os canais de notícias, a RTP3 era o mais paritário, tendo o mesmo número de comentadoras que SIC e CNN Portugal.
É igualmente apontada como negativa a tendência de aumento da associação entre jornalistas e comentaristas, contribuindo “para a confusão sobre o que é jornalismo factual e o que é comentário“.
A predominância de visões de direita e de faixas etárias acima dos 50 anos também foram apontadas como factores de disparidade.
Os canais analisados foram a RTP1, RTP2, SIC, TVI, RTP3, SIC Notícias, CNN Portugal e CMTV.
É na rádio que as mulheres têm mais voz no comentário político
No total dos espaços de comentário político nacional (televisão, rádio e online), em 2023, apenas 28% eram ocupados por mulheres. A rádio é o meio de comunicação onde as mulheres têm maior representatividade nos espaços de comentário político (34%).
Em 2023, a Rádio Renascença e Expresso eram os meios onde havia maior disparidade. Antena 1 e TSF são as que se apresentam com maior equilíbrio de género.
Nos meios online, o Público é o que dá mais espaço às mulheres, representando ainda assim apenas um terço do comentário político. O Observador, tanto online, como rádio privilegiam, em proporção quase igual, um maior número de comentadores masculinos.
As mulheres são 52% da população portuguesa e contam para 37% dos assentos na Assembleia da República.

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