
Shangela, drag queen conhecida por participações em “RuPaul’s Drag Race“, “Dancing With the Stars” e como anfitriã do programa “We’re Here“, tem sido alvo de acusações sérias. Darius Jeremy “DJ” Pierce, o seu nome legal, enfrenta alegações de ter assediado sexualmente ou tentado assediar cinco indivíduos, entre 2012 e 2018, em estados como Louisiana, Texas, Califórnia e também no Reino Unido. As vítimas, na época dos supostos incidentes, tinham entre 18 e 23 anos.
Estas acusações surgem pouco depois de um processo por violação ser arquivado contra a estrela drag, aumentando o escrutínio sobre a sua conduta. Pierce negou todas as alegações através do seu advogado, afirmando que são “falsas e sem suporte de qualquer evidência ou testemunho confiável“. Apesar de confirmar encontros com quatro dos acusadores nas datas mencionadas, Pierce alega não se recordar do quinto.
Acusadores pretendem que o foco seja Shangela e não a comunidade drag
Contudo, o foco principal da investigação da Rolling Stone vai além das acusações contra Pierce. Várias fontes expressaram preocupação com o peso das propostas legislativas conservadoras anti-drag, antecipando que estas poderiam ser usadas erroneamente como ferramentas para censurar drag queens. Estas propostas foram quase universalmente criticadas pelas fontes, que destacaram o valor positivo das atividades drag na comunidade, especialmente as horas do conto por drag queens, destinadas a promover a aceitação e o amor próprio entre crianças.
Zachary, um dos entrevistados, enfatizou a discrepância entre as acusações e a realidade: “Eu próprio participei em várias horas de conto, e tudo o que se diz sobre isso está longe da verdade. Drag queens por todo o país estão a fazer coisas maravilhosas pelas suas comunidades.”
Joel, outro entrevistado, destacou o sofrimento de artistas drag em estados conservadores, apontando para a necessidade urgente de combater legislações homofóbicas.
As fontes anseiam que Pierce assuma responsabilidades, num momento em que se levanta uma conversa crítica sobre a sua posição enquanto porta-voz de uma comunidade à qual, segundo alegam, causou danos. “Finalmente, esta conversa começa a acontecer,” afirma Checri, sublinhando a importância de levar estas acusações a sério.
Esta situação coloca em perspetiva a luta contínua contra legislações homofóbicas, ao mesmo tempo que enfatiza a necessidade de responsabilidade e transparência dentro da comunidade drag. Esta é uma comunidade que, apesar dos desafios, continua a esforçar-se por fazer a diferença positiva nas vidas de inúmeras pessoas.

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