Ordem dos Psicólogos recebeu nova queixa contra Maria José Vilaça e deverá pronunciar-se dentro de um mês

Ordem dos Psicólogos recebeu nova queixa contra a Maria José Vilaça e deverá pronunciar-se dentro de um mês

A Ordem dos Psicólogos Portugueses recebeu uma queixa com 1.600 assinaturas exigindo medidas disciplinares contra a psicóloga Maria José Vilaça. A ainda psicóloga é conhecida pelas suas visões conservadoras e reiteradas sobre a homossexualidade. Noticia o Expresso que o conselho jurisdicional da Ordem está a analisar o caso, que poderá resultar em sanções, incluindo a possível expulsão. A decisão de abrir – ou não – um inquérito deverá levar um mês a ser tomada.

Maria José Vilaça, que já tinha sido alvo de críticas em 2016 por comparar a homossexualidade à toxicodependência, participou recentemente numa palestra intitulada “Homossexualidade: o que nunca vos foi dito”, promovida pelo Congresso dos Jovens da Família do Coração Imaculado de Maria. Esta participação reacendeu as preocupações sobre as suas posições anticiência e potencialmente prejudiciais.

Na palestra terá participado igualmente Luca di Tolve, alguém que se apresenta como “ex gay” e é hoje “pai de família” (heterossexual, entenda-se). Tolve diz pretender ajudar “jovens a encontrar a sua verdadeira identidade“.

Maria José Vilaça tem recebido queixas por posições homofóbicas desde pelo menos 2016

Além disso, a psicóloga já enfrentara outros processos disciplinares por conduzir sessões de “orientação espiritual” em 2019. Vistas como “terapias de conversão”, as mesmas foram filmadas em reportagem televisiva. No entanto, uma vez que as filmagens não foram autorizadas pela própria, estas não puderam ser usadas como prova. “Práticas de conversão” não possuem qualquer validação científica e são consideradas ilegais e criminalizadas em Portugal. A legislação atual prevê penas de até cinco anos de prisão para quem promova ou realize tais práticas.

O abaixo-assinado apela à Ordem dos Psicólogos para que tome medidas em linha com as diretrizes de prática profissional com pessoas LGBT+. Sublinha ainda a necessidade de garantir que as ações dos seus membros respeitem os direitos humanos e a dignidade de todos os indivíduos, independentemente da sua orientação sexual ou identidade de género.



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