
Desde o dia 28 de junho que um grupo de adolescentes trans iniciou um protesto na sede do NHS, no centro de Londres, exigindo o fim do aproveitamento político contra jovens trans.
Antes da vitória esmagadora do novo primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, um dos jovens ativistas expressou ao PinkNews o cansaço com a instrumentalização política das crianças trans para ganharem pontos. “Parem de nos atirar para debaixo do autocarro”, expressou o ativista. “Somos pessoas, não números. Não somos peões num tabuleiro de xadrez para vocês ganharem. Estamos aqui e somos pessoas com vidas e personalidades próprias.”
O grupo de manifestantes pede o regresso dos cuidados de saúde de afirmação de género para crianças trans, após a proibição dos bloqueadores de puberdade reversíveis fisicamente no Reino Unido para menores de 18 anos. Além disso, apelam às pessoas deputadas que parem de usar jovens trans como tema de guerra cultural e ferramenta política. “São as nossas vidas que estão em jogo”, afirmam.
Outro ativista acrescentou: “Não somos apenas um número para manipularem e ganharem isto ou aquilo. Merecemos ter paz, dignidade, viver e ter acesso a cuidados de saúde. Por favor, parem de usar a nossa identidade e as nossas vidas como arma para um mundo ou vida melhor aos vossos olhos.”
O novo primeiro ministro promete mudança, mas jovens trans mostram preocupação
Embora Starmer tenha prometido “mudança” na política do Reino Unido, o seu histórico em relação aos direitos trans traz algumas dúvidas. Starmer assume o compromisso com uma proibição completa e inclusiva das práticas de conversão, o fortalecimento da lei para crimes de ódio contra pessoas LGBTI+, a modernização do processo de reconhecimento de género e a defesa do Equality Act.
Mas, por outro lado, Starmer declarou que não acredita que mulheres trans têm direito a usar espaços exclusivos para mulheres, mesmo com um certificado de reconhecimento de género.
Este protesto é um lembrete de que as vidas de jovens trans não devem ser usadas em jogos políticos. É essencial que líderes ouçam e atendam às necessidades destas pessoas vulneráveis, assegurando que tenham acesso a cuidados de saúde adequados e uma vida digna e segura.

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