
A função de “explorar” da popular app de encontros Grindr foi limitada na vila olímpica em Paris, que será o lar de quase 15.000 atletas durante os Jogos Olímpicos, que começam esta sexta-feira. A decisão tem como objetivo proteger atletas queer.
A marca explicou que, se atleta não se assumiu publicamente ou vier de um país onde ser LGBTQ+ é alvo de perseguição ou ilegal, usar o Grindr pode ser perigoso pelo risco de exposição (outing).
Esta é uma decisão que surge quando no passado houve reportagens jornalísticas, motivadas por inconsciência ou irresponsabilidade, sobre atletas queer a usar o Grindr nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.
Também durante os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021, tanto o TikTok como o Twitter viram-se obrigadas a remover vários vídeos das suas plataformas que expuseram atletas olímpicos LGBTI que usaram o Grindr.
A medida agora reforçada pelo Grindr visa garantir que atletas LGBTQ+ possam ligar-se de forma autêntica, segura e sem se preocuparem com olhares indiscretos ou atenção indesejada.
Quem abrir a app nas mediações da aldeia olímpica em Paris obterá a informação: “A tua privacidade é importante para nós. A nossa funcionalidade explorar foi desativada na Aldeia Olímpica para que pessoas fora da tua área imediata não possam navegar aqui.“
[Na imagem: Tom Daley, orgulhoso campeão olímpico nos Jogos Olímpicos de Tóquio.]

Deixa uma resposta