
Os Jogos Olímpicos de Paris fizeram história ao receber 195 atletas LGBTQIA+, que competiram em 32 modalidades diferentes, e em que 65 ganharam medalhas. Este é um aumento significativo face aos Jogos de Tóquio em 2020 que viu 186 atletas LGBTQIA+ competir.
Entre atletas que se destacaram, houve quem tenha ganho múltiplas medalhas. A francesa Amandine Buchard foi imparável no Judo, enquanto a espanhola María Pérez e a estadunidense Sha’Carri Richardson dominaram os eventos de Atletismo. Lauren Scruggs, de 21 anos, tornou-se a primeira mulher negra americana a ganhar uma medalha individual na esgrima.
Esta “Team LGBTQIA+” assegurou um total de 42 medalhas olímpicas: 15 de ouro, 13 de prata e 14 de bronze. Se fossem um país, esta equipa teria terminado as Olimpíadas com o sétimo maior número de medalhas, igualando os Países Baixos no número total de medalhas de ouro. Além disso, a Team LGBTQIA+ superaria todos os países que criminalizam pessoas LGBTQ+.
As nações com medalhistas LGBTQIA+ incluem: Austrália, Áustria, Brasil, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Irlanda, Israel, Itália, Países Baixos, Nova Zelândia, Espanha, Estados Unidos e a Equipa Olímpica de Pessoas Refugiadas. Entre estas, destacam-se os Estados Unidos com 19 medalhistas no total.
O sucesso dos atletas LGBTQIA+ nos Jogos Olímpicos de Paris é mais do que uma mera contagem de medalhas; é também uma poderosa demonstração de visibilidade, resiliência e da crescente presença de atletas LGBTQ+ no cenário mundial. Celebrar notáveis feitos, é lembrar a importância da representação no desporto e do progresso que ainda urge alcançar.

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