
A cidade de Viseu volta a afirmar o seu lugar na luta pelos direitos LGBTQIA+ com a 8.ª Marcha agendada para 4 de outubro de 2025. Organizada pela Plataforma Já Marchavas, esta marcha apela a uma mobilização massiva: “não há mais espaço para a neutralidade”, lê-se no comunicado que convoca a ação.
Num contexto nacional e internacional marcado por avanços ameaçados e direitos postos em causa, a marcha insere-se num movimento mais amplo de resistência queer. A solidariedade com outras causas sociais é clara e transversal: da emancipação feminista ao direito à habitação, passando pelas lutas antirracista e antifascista, a justiça climática e o apoio ao povo palestiniano.
“Vivemos tempos em que é urgente construir uma frente firme de resistência Queer”, sublinha a organização, apelando à ocupação consciente e coletiva do espaço público.
O manifesto da marcha denuncia o retrocesso e apagamento dos direitos LGBTQIA+, reforçando a importância de erguer as vozes e corpos que têm sido silenciados. O apelo à participação nas Marchas do Orgulho por todo o país é também um lembrete da força de um movimento que se multiplica e descentraliza.
“Este é o momento de nos levantarmos”, afirma o comunicado, destacando os valores de Abril como base para uma sociedade plural, justa e igualitária.
A Marcha LGBTQIA+ de Viseu é, assim, um grito de resistência, mas também de esperança. Num tempo de desafios, é nas ruas que se reafirma o compromisso com os direitos humanos e com a dignidade de todas as pessoas.

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