A viagem de taxi de Tori Amos

Tori Amos, a excêntrica e etérea cantora/compositora/pianista norte-americana que se apresentou ao mundo em 1991 com ‘Little Earthquakes’, nunca foi estranha à comunidade gay. Filha de um pastor metodista cedo foi exposta à homossexualidade quando ainda no início da adolescência foi contratada como pianista numa série de bares gay em Washington. O resto é história.

Muitas são as referências à comunidade ao longo da sua carreira, que constitui uma das suas mais fervorosas e fiéis bases de fãs, mas há em Taxi Ride uma história que merece ser contada. Inserida no álbum ‘Scarlet’s Walk’ de 2002, o seu alter-ego viaja pelos locais e pessoas nos Estados Unidos e aquando desta canção chega a Chicago para saber da morte de um amigo. Esse amigo era gay e é confrontada com reacções sórdidas no seu desinteresse cruel e na traição de pessoas próximas mesmo depois da morte. “Apenas mais um paneleiro morto para ti”.

Em jeito auto-biográfico, Amos encara esta hipocrisia latente em relação à homofobia e descriminação no geral enquanto faz a eulogia a Kevyn Aucoin, um artista de maquilhagem e um dos seus melhores amigos, que pereceu em 2002 por abuso de substâncias lícitas. Uma história de um terrorismo de origem bem mais próxima.


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One response to “A viagem de taxi de Tori Amos”

  1. […] semelhança de outras figuras femininas da música alternativa do início dos anos 90 como Björk e Tori Amos, tinha um grande culto dentro da comunidade LGBT. Estas artistas não questionavam somente o papel […]

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