
Milhares de pessoas protestaram em Roma e Milão contra o Senado italiano por esse órgão ter bloqueado um projeto-lei que criminalizava a homofobia, bifobia e transfobia e ainda a discriminação de pessoas com deficiência.
A chamada Lei Zan foi criada em homenagem ao político do Partito Democratico e ativista pelos direitos das pessoas LGBTI Alessandro Zan e pretendeu modificar uma lei existente para permitir que crimes como violência de teor racista, ódio e discriminação sejam punidos com até quatro anos de prisão. Este projeto foi rejeitado através de votação secreta no Senado, depois da sua aprovação pela Câmara dos Deputados.
A Câmara Alta impediu que a lei entrasse em vigor, por 154 votos contra 131. E as imagens do festejo dos Senadores chocaram a Itália, porque a maioria da população seria favorável à aprovação da lei.
O projeto de lei Zan foi apoiado pelo PD e pelo populista Movimento 5 Stelle, entre outros, no entanto, os conservadores dizem que a lei teria dificultado a liberdade de expressão, com o partido Lega a descrevê-la como “divisiva e ideológica“.
Aqueles à direita do debate opuseram-se, em particular, a uma proposta de que as escolas italianas marcariam um dia nacional contra a homofobia, transfobia e bifobia.
A medida para interromper o projeto de lei surge depois da pressão de grupos conservadores e até mesmo do Vaticano, que temia que a lei proposta pudesse conter a liberdade religiosa da Igreja Católica.
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