Heated Rivalry é a nova aposta da produtora canadiana Crave e adapta o trabalho de Rachel Reid, autora conhecida não só pelos seus romances, mas também pelo tom mais maduro e intenso que imprime às suas histórias.
Quem é Reid?
Rachel Reid é autora bestseller do USA Today e é conhecida pela série de romances de hóquei Game Changers, assim como pelos livros independentes Time to Shine e The Shots You Take. Vive na Nova Escócia, no Canadá e tem dois filhos. Como percebido, contudo, é que os livros são em inglês e, infelizmente, não se encontra prevista nenhuma tradução para o nosso mercado.

A série Game Changers gira à volta do mundo do hóquei profissional e das vidas dos jogadores que tentam equilibrar carreiras intensas com relações que, muitas vezes, desafiam tudo aquilo que o desporto espera deles. Cada livro acompanha um casal diferente, mas todos partilham o mesmo pano de fundo: um ambiente competitivo, super masculinizado e mediático, onde sair do armário, mostrar vulnerabilidade ou simplesmente admitir sentimentos pode ser tão difícil quanto ganhar um campeonato.
Ao longo da saga, os protagonistas enfrentam questões como identidade, fama, pressão psicológica, expectativas externas e o medo de perder tudo se forem honestos sobre quem são e quem amam. As histórias exploram estas rivalidades transformadas em intimidade, segredos que duram anos, companheirismo de balneário, carreiras em risco e o impacto profundo que uma relação pode ter na vida de alguém constantemente observado pelo público.
Os livros, conhecidos pela componente de tensão sexual, chegam, contudo, agora ao ecrã com a adaptação do segundo volume.
A série da Crave
A série, a sair no final de novembro e com alguns direitos internacionais vendidos para os EUA, Austrália e Espanha, vem para nos aquecer a alma no que toca a histórias com representação queer e com uma narrativa focada em rivais no campo e amantes secretos na vida privada. Elementos que costumam estar presentes noutras séries, mas sempre como ação de fundo.
A série conta com Hudson Williams a interpretar Shane Hollander, Connor Storrie como Ilya Rozanov, o conhecido ator François Arnaud como Scott Hunter, Robbie G.K. como Kip Grady, Christina Chang como Yuna Hollander, Dylan Walsh a interpretar David Hollander, a atriz Sophie Nélisse como Rose Landry e Ksenia Daniela Kharlamova na pele de Svetlana Vetrova. Com um total de seis episódios, a narrativa conquista com cada póster e trailer, onde a comunidade queer aguarda, com expetativa, uma história moderna e com os twists que o público anseia.
Estes Gay Sports Romances estão disponíveis com dois tipos de capa diferentes e diversos formatos, nomeadamente na Kobo ou na Amazon. Ainda pela Amazon conseguem encontrar a versão física ou audiolivro dos mesmos.
A importância da representação

Sendo este o mote para o meu gosto pela escrita e para manter esta rubrica, mesmo sem ter ainda lido a saga, estou ansioso por contribuir para o entusiasmo que cresceu à volta não só da adaptação, mas também do trabalho da autora.
Num contexto em que muitas das histórias com representação queer ou com conteúdo erótico surgem apenas em períodos muito específicos ou acabam reduzidas a pano de fundo em produções com um foco mais amplo, é entusiasmante ver tanta oferta a chegar ao público. Agrada-me esta tendência e espero, sinceramente, que a série consiga chegar ao território lusófono. Especialmente quando o tema da sexualidade é extremamente controverso no mundo do desporto e a série poderá ajudar a cultivar discussões mais amplas e que demonstram como diversas esferas pessoais colidem no mundo atual e essa colisão pode provocar emoções avassaladoras.
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