
É a 6 de março que AURORA KATANA edita o novo álbum KATANA e que contará com uma apresentação ao vivo nas Damas, em Lisboa, no próprio dia.
A artista não hesita na definição do seu special baby: “É o disco mais sólido que alguma vez produzi, elétrico, visceral e extra pessoal.”
KATANA atravessa “amor íntimo, luto, dor, empoderamento, jogo de prazer, liberation e reivindicação”. Surge assim de um “vortex emocional-espiritual” e de um período “dark-light”. Não é por acaso que o álbum conta com Filipe Sambado na gravação de vozes, bem como as da avó Amélia Ferreira, da mãe Lídia Pinho e da irmã Kyara.
“Tive de reaprender tudo com a morte da minha mammy-avó e este disco tornou-se o meu maior refúgio, a única coisa que conseguia sentir, praticar, ou executar.”
Há aqui reconstrução e procura emocional. “Surge do desejo de reconstruir partículas da minha memória e cavucar deep emotions enraizadas na minha corpa.” Musicalmente, “surge do desejo de criar identidades híbridas e díspares em cada track” na roupagem de “um disco electro-pop, dance-pop futurista”. E reforça: “É stripped na pista! É o culminar da própria identidade AURORA.”
O arco emocional não foi acidental, aliás, “foi bastante consciente“, diz-nos. “Cada track que orquestrei para o disco tem o propósito de vincular memórias, desejos e estados emocionais que a minha corpa atravessou.” O seu percurso “é como se tivesses de debulhar páginas dum livro autobiográfico.”
KATANA “é o reflexo dos tempos que atravessamos”
O empoderamento que atravessa o disco não é apenas estético. Quando questionada se KATANA é também um gesto político, responde sem ambiguidade: “Sim, sem dúvida. É o reflexo dos tempos que atravessamos neste momento.”
E a artista mostra os seus receipts: “I AM”, “B ALIVE”, “GALLOWS OF BLOOD” e “BIONIC” são faixas que foram, precisamente, “polidas por esse manifesto político intemporal”.
E quanto ao lugar da sua identidade queer no álbum? A resposta é tão simples como transversal: “Todos os lugares. Viva, grito, resisto, devoro e germino.”
KATANA afirma-se assim como um manifesto sem quaisquer pedidos de desculpa. Este é um disco onde pista e reivindicação coexistem no mesmo palco sonoro.
Concerto de apresentação: “O palco é onde tudo se transforma”
A apresentação do álbum a 6 de março nas Damas marca a passagem do universo íntimo do estúdio para a experiência coletiva. A artista assume-se “super excited, mas nervosa e ansiosa por essa transição”.
No estúdio, diz, “posso ser vulnerável e ritualizar choro non-stop. É o momento de esgoelar, refletir e esculpir os minerais.” Já o palco é outra dimensão: “É onde tudo se transforma e posso ser monstra feroz, implacável, sem pedidos de desculpas.”
Com o lançamento do álbum, há uma mudança inevitável. “A grande mudança é o special baby estar out e assimilar que KATANA estende para a munda-submunda.” O desejo é que “outras identidades recebam com bué amor e empoderamento”.
O que persiste entre o lançamento do novo álbum e os concertos que virão é o sentimento de partilhar a vida, a família, a comunidade e celebrá-las livremente.
“Permanece a ânsia em ocupar um lugar urgente de representação, reivindicação, mudança, estabilidade e streams non-stop.” E não hesita sobre o que vem a seguir: “Estou esfomeada pela tour, periodt!”
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