
O Festival Política regressa a Coimbra entre 12 e 14 de novembro, com três dias de música, humor, cinema, oficinas, exposições e conversas no Convento São Francisco e na Livraria Bruaá. A edição deste ano assinala os 50 anos da Constituição da República Portuguesa e conta, entre os principais nomes, com emmy Curl, Sincera Mente, Selma Uamusse e Cláudia Semedo.
A programação tem entrada gratuita e contará com interpretação em Língua Gestual Portuguesa.
O festival arranca a 12 de novembro, às 18h00, na Livraria Bruaá, com uma conversa com o investigador e programador Tiago Bartolomeu Costa em torno de “LIBERDADE! LIBERDADE!”, coleção que reúne quase 30 peças de teatro marcadas pela intervenção pública e política.
À noite, às 21h30, o Grande Auditório do Convento São Francisco recebe Sincera Mente com “LIVRE MENTE”. No espetáculo de humor, a drag queen reflete sobre livre-arbítrio e sobre escolhas pessoais que nem sempre tiveram os resultados esperados.
emmy Curl imagina um futuro regenerativo
Na sexta-feira, 13 de novembro, o programa começa às 18h00 com uma sessão de escuta coletiva do podcast “País de Incendiários”, da revista “Divergente”. Segue-se uma conversa com a jornalista Sofia da Palma Rodrigues sobre os incêndios e o incendiarismo em Portugal.
Às 21h30, emmy Curl apresenta “Solarpunk – Uma Pastoral do Futuro Regenerativo”, espetáculo criado especialmente para o Festival Política. A artista cruza o amor pela pátria com a ligação à natureza e imagina um futuro em que a política ambiental procura regenerar o planeta e os seus recursos.
O último dia, 14 de novembro, começa às 15h00 com a oficina “Participação cívica e ativista das pessoas com deficiência em Coimbra”, conduzida pela psicóloga e ativista Inês Simões.
Segue-se, às 15h30, “Eu Fui ao Mar às Laranjas”, da Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, projeto dedicado ao registo e divulgação de saberes populares.
Selma Uamusse e Cláudia Semedo percorrem a Constituição “artigo por artigo”
Um dos momentos centrais da edição acontece às 21h30, no Grande Auditório. Selma Uamusse e Cláudia Semedo protagonizam o concerto-conversa “Artigo por Artigo”, dedicado aos 50 anos da Constituição.
O espetáculo propõe um olhar sobre aquilo que a Constituição prometeu, as transformações que permitiu e os direitos que continuam por cumprir meio século depois.
A habitação e a memória da cidade também atravessam a programação. Às 17h00 será exibido o documentário “Salatinas”, de Filipa Queiroz, Rafael Vieira e Tiago Cerveira, sobre as pessoas expulsas da Alta de Coimbra na década de 1940 para dar lugar à nova Cidade Universitária.
Depois da sessão, os três cineastas participam numa conversa sobre a comunidade que existe hoje na Alta de Coimbra e sobre as relações entre memória, habitação e dignidade humana.
14 filmes entre cidade, migração, resistência e identidade
O cinema ocupa igualmente um lugar central no festival, com 14 filmes distribuídos por cinco sessões.
“Direito à Cidade”, a 12 de novembro, reúne quatro curtas-metragens sobre comunidades migrantes e habitação. Entre elas está “Catálogo de uma Cidade Sem tecto”, de Diogo Cunha.
No dia seguinte, “Sonho e Resistência” parte das periferias urbanas para abordar sonhos, expectativas e experiências vividas durante a ditadura.
A 14 de novembro, além de “Salatinas”, serão apresentadas as sessões “Entre Continentes” e “Corpos em Trânsito”. A primeira aborda relações familiares, migração e memória. Inclui “Áudios de Casa”, de Bianca Rêgo, sobre a relação entre uma mãe e uma filha separadas por continentes.
Já “Corpos em Trânsito” encerra a programação cinematográfica com curtas dedicadas à autodescoberta, à paixão e à afirmação da identidade sexual.
Durante o festival serão ainda conhecidos os vencedores dos três prémios da secção de cinema: Prémio do Júri – Filme do Ano, Prémio do Público e Prémio Futuro, destinado a realizadores com menos de 30 anos.
Constituição e Parlamento Europeu em exposição

O Convento São Francisco acolhe também duas exposições.
“A Nossa Constituição é a Mais Bonita do Mundo” revisita os principais artigos da Constituição Portuguesa através de retratos protagonizados por artistas, atletas e modelos.
“Constelações Parlamentares”, de João Bernardo Narciso, transforma milhares de votações do Parlamento Europeu em mapas visuais das relações de poder e proximidade política à escala europeia.
Os bilhetes são gratuitos e podem ser levantados a partir de 7 de novembro, entre as 15h00 e as 20h00, na Bilheteira do Convento São Francisco. Cada pessoa poderá levantar até dois bilhetes, mediante a lotação disponível, não sendo permitidas reservas.
Subscreve à nossa Newsletter Semanal Maravilha Aqui! 🙂
Todos os sábados de manhã receberás um resumo de todos os artigos publicados durante a semana. Sem stress, sem spam, a nossa orgulhosa Newsletter Semanal pode ser cancelada a qualquer momento! 🏳️🌈

Deixa uma resposta