Número recorde de futebolistas LGBTQ+ irá competir no Mundial de Futebol Feminino 2023

Número recorde de futebolistas LGBTQ+ irá competir no Mundial de Futebol Feminino 2023

Tal como nos Jogos Olímpicos de Tóquio, o Mundial de Futebol Feminino irá receber um número recorde de atletas LGBTQ+. Ao contrário do seu homólogo Masculino, pelo menos 94 futebolistas lésbicas, bissexuais, trans ou não binárias irão competir no evento na Austrália e Nova Zelândia.

Até agora, o total conhecido de 94 jogadoras LGBTQ+ mais do que duplica o número que jogou no torneio de 2019 em França. Apesar de nos últimos quatro anos o número de equipas que participam no Mundial tenha crescido de 24 para 32, o número recorde deste ano reflete o crescimento da aceitação no desporto.

O número contempla apenas futebolistas que tenham feito o seu coming out publicamente e/ou que vivam as suas vidas aberta e orgulhosamente nas redes sociais.

A maioria das jogadoras são de países que aceitam as identidades LGBTQ+. Estes incluem os Estados Unidos da América, países europeus e as nações anfitriãs. Depois da Austrália, o Brasil é aqui a equipa estrangeira com mais atletas LGBTQ+, onde nove das 23 jogadoras se identificam como LGBTQ+, incluindo a lendária Marta Vieira da Silva que está a competir no seu sexto Mundial. Também a icónica Megan Rapinoe irá participar, uma última vez, no Mundial. A capitã da seleção nacional, Dolores Silva, encontra-se na lista e junta-se a outras 7 capitãs LGBTQ+.

Estes números são prova do quão longe os principais desportos femininos caminharam na presença e aceitação de atletas queer. O Mundial de Futebol Feminino é assim um novo impulsionador da integração e do orgulho das suas atletas LGBTQ+.

A seleção portuguesa – que fez história ao qualificar-se – vai jogar contra os Países Baixos a 23 de julho, o Vietname a 27 de julho, e os Estados Unidos a 1 de agosto.

Atualização 20 de agosto

Espanha consagrou-se campeã do mundo.

A espanhola Alba Redondo demonstrou o seu afeto ao beijar a namorada, Cristina Monleón, no início do Mundial.

A espanhola Alba Redondo demonstrou o seu afeto ao beijar a namorada, Cristina Monleón, no início do Mundial.

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Respostas de 2 a “Número recorde de futebolistas LGBTQ+ irá competir no Mundial de Futebol Feminino 2023”

  1. […] de bebé e com grande cautela para uma descoberta generalizada do futebol praticado por mulheres. A histórica participação portuguesa no último mundial (2023 Austrália-Nova Zelândia), veio desbravar muito caminho neste sentido. Mas há ainda muito a […]

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  2. […] representa mais do dobro da registada na última edição do Euro feminino em 2022, e é superior à do Mundial feminino de 2023 (13%). Em contraste gritante, nenhum jogador se assumiu publicamente como gay ou bissexual nos […]

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