Sobre Os Comentários E A Ligação Corrupta

Nos comentários que vou apanhando pela Internet, quer seja em blogues, sites, Youtube ou afins, quase sempre que o tema toca na homossexualidade surgem alguns comentários típicos. Os religiosos serão talvez os mais comuns, mesmo que se escondam por trás de pseudo-ciência que só facilita a sua refutação dado que tentam entrar numa linguagem que raramente dominam. Não quer isto dizer que eles aceitem o que lhes é dito mas isso já é outra história.

Outro caso típico de comentário é aquele que tenta ligar de forma mais ou menos subtil a homossexualidade com a pedofilia. Ora, a pedofilia existe em todas as orientações não havendo, portanto, uma exclusividade, não faz sentido pressupor que um gay  é pedófilo só porque é gay,  tal como no caso de um heterossexual. A pedofilia é uma desordem psiquiátrica em que está envolvida uma vítima,  a criança, e como tal, é um insulto tentar misturar os temas de forma a desumanizar os gays. São casos que devem ser denunciados e que não têm aqui qualquer tipo de apoio ou encobrimento como algumas instituições têm feito ao longo da história.

Um último caso típico igualmente perturbador é o comentário que traz o bestialismo como o passo que se segue se, por exemplo, os gays ganharem os direitos que o resto da população usufrui (e bem). Porque na lógica deles a seguir vamos poder casar com o nosso cão. Sim, é basicamente esta a argumentação. Será que é assim tão difícil perceber que as leis são feitas para as pessoas? Que a entrada de um animal na discussão não faz qualquer sentido? Isto fica facilmente justificado como uma acção de má-fé por parte dessas pessoas que tentam a todo o custo fazer-se ouvir pelo ódio e nojo dos seus fracos argumentos.

Por vezes é fácil sentirmo-nos frustrados com este tipo de argumentação,  até porque são pessoas que se recusam a ter uma conversa, a aprender, a conhecer, entram num delírio repetido até à exaustão e não passam daí, queixando-se da nossa reacção e de como a liberdade de expressão é para ser respeitada, não entendendo que isso não significa que as suas ideias não possam ser contrapostas, que elas não possam ter consequências, especialmente quando estas afectam a liberdade de outros. Mas que venham eles que cá estaremos para os refutar as vezes que forem precisas até ao último fôlego.

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