RuPaul’s Drag Race UK faz história com primeira mulher cis na competição

Não há descanso para fãs de Drag Race. A popularidade da série parece não parar de aumentar e já conta com 19 temporadas e franchises em 5 países, incluindo o Reino Unido. Esta continua a ser das mais amadas pelos fãs e mesmo queens que não ganharam o programa, como Bimini Bon Boulash, estão a tornar-se em verdadeiras superestrelas.

É por isso, e apesar da saturação da multiplicação dos spin-offs, que é com grande satisfação que recebemos o anúncio do elenco da terceira temporada de RuPaul’s Drag Race UK, com mais doze queens a competirem pelo título d’a próxima superestrela drag do Reino Unido. E conta, pela primeira vez desde a génese da série em 2009, com uma mulher cis género a participar no programa. O nome dela é Victoria Scone, vem do País de Gales e apresenta-se como uma drag que vive muito do camp e da pantomima, inspirada nas divas históricas do drag.

O drag muitas vezes é confundido com expressão de género mas a realidade é que não nada mais nada menos que um modo de expressão artística que brinca com as noções e construtos de género, sendo o principal objetivo dilacerar o binarismo que o representa. Por isso qualquer pessoa pode fazer drag. Qualquer pessoa pode ser um drag king ou uma drag queen, mesmo que essa personagem tenha uma expressão de género que pode coincidir com o ou a artista por detrás da maquilhagem trabalhada e das roupas brilhantes. É por isso que, apesar de ainda ter alguns problemas de representação de pessoas mais velhas (por exemplo), é bom ver que RuPaul’s Drag Race caminha cada vez mais para o século XXI e percebe que não há limites para o drag. Nem para se ser uma pessoa queer.


Ep. 258 – UE protege mulheres trans, Chicão muda de opinião & Women Talking + Young Hearts Dar Voz a esQrever: Notícias, Cultura e Opinião LGBT 🎙🏳️‍🌈

O DUCENTÉSIMO QUINQUAGÉSIMO OITAVO EPISÓDIO do Podcast Dar Voz a esQrever 🎙️🌈é apresentado por nós, Pedro Carreira e Nuno Miguel Gonçalves.Neste episódio comentamos o impacto do episódio 5 de Heated Rivalry como momento-chave de viragem emocional na série, analisamos a resolução do Parlamento Europeu que recomenda o reconhecimento pleno das mulheres trans e refletimos sobre a mudança pública de posição de Francisco Rodrigues dos Santos em relação ao casamento e à adoção por casais do mesmo sexo. No Dar Voz A…, falamos sobre Women Talking, filme de Sarah Polley que cruza patriarcado e violência estrutural, e também da estreia de Young Hearts, filme de primeiros amores e descobertas identitárias.Artigos Mencionados no Episódio:Parlamento Europeu aprova votação que pede reconhecimento de mulheres transFrancisco Rodrigues dos Santos: “A família pode integrar várias geometrias” após mudar de posição sobre casamento e adoçãoMontenegro “lamenta profundamente” desenhos animados sobre identidade de género, apesar do consenso internacional sobre educação inclusivaLuís Montenegro associou a orientação sexual ao abuso sexual de criançasYoung Hearts estreia em Portugal: quando o primeiro amor encontra espaço para respirarSe nos quiserem pagar um café, ⁠⁠⁠⁠⁠aceitamos doações aqui⁠⁠⁠⁠⁠ ❤️🦄Jingle por Hélder Baptista 🎧Para participarem e enviar perguntas que queiram ver respondidas no podcast contactem-nos via Bluesky ( ⁠⁠@esqrever.com⁠⁠ ) e Instagram ( ⁠⁠@esqrever⁠⁠ ) ou para o e-mail ⁠⁠geral@esqrever.com⁠⁠. E nudes já agora, prometemos responder a essas com prioridade máxima. Até já, unicórnios 🦄#LGBTQ #HeatedRivalry #DireitosTrans #CinemaQueer #TeatroQueer #Portugal #Brasil
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3 responses to “RuPaul’s Drag Race UK faz história com primeira mulher cis na competição”

  1. […] Pedro Carreira e Nuno Gonçalves. Falamos de Alexya Salvador, pastora trans no Brasil e também de Victoria Scone, a primeira mulher cis no Drag Race. No Dar Voz A… damos destaque ao single de Sharon Van […]

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  2. […] E depois de anunciada a primeira mulher cis numa edição do franchise, tivemos o culminar da sexta edição de All Stars, uma competição ainda mais feroz com as estrelas drag de edições anteriores, e a coroação de Kylie Sonique Love enquanto vencedora derradeira do concurso. É, assim, a primeira mulher trans a conseguir o título de next drag superstar, 11 anos depois de ter concorrido no programa, ainda na sua segunda temporada. […]

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  3. […] Embora tenha iniciado o tratamento e agora viva uma vida saudável, foi o estigma associado ao VIH que teve o maior impacto na sua vida. O trauma que sentiu associado ao estigma obrigou-a a isolar-se do mundo e, eventualmente, a tornar numa drag queen que concorre atualmente no RuPaul’s Drag Race UK. […]

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