RuPaul’s Drag Race UK faz história com primeira mulher cis na competição

Não há descanso para fãs de Drag Race. A popularidade da série parece não parar de aumentar e já conta com 19 temporadas e franchises em 5 países, incluindo o Reino Unido. Esta continua a ser das mais amadas pelos fãs e mesmo queens que não ganharam o programa, como Bimini Bon Boulash, estão a tornar-se em verdadeiras superestrelas.

É por isso, e apesar da saturação da multiplicação dos spin-offs, que é com grande satisfação que recebemos o anúncio do elenco da terceira temporada de RuPaul’s Drag Race UK, com mais doze queens a competirem pelo título d’a próxima superestrela drag do Reino Unido. E conta, pela primeira vez desde a génese da série em 2009, com uma mulher cis género a participar no programa. O nome dela é Victoria Scone, vem do País de Gales e apresenta-se como uma drag que vive muito do camp e da pantomima, inspirada nas divas históricas do drag.

O drag muitas vezes é confundido com expressão de género mas a realidade é que não nada mais nada menos que um modo de expressão artística que brinca com as noções e construtos de género, sendo o principal objetivo dilacerar o binarismo que o representa. Por isso qualquer pessoa pode fazer drag. Qualquer pessoa pode ser um drag king ou uma drag queen, mesmo que essa personagem tenha uma expressão de género que pode coincidir com o ou a artista por detrás da maquilhagem trabalhada e das roupas brilhantes. É por isso que, apesar de ainda ter alguns problemas de representação de pessoas mais velhas (por exemplo), é bom ver que RuPaul’s Drag Race caminha cada vez mais para o século XXI e percebe que não há limites para o drag. Nem para se ser uma pessoa queer.


Ep.143 – Ding Dong: Gais en Barcelona, Trixie & Katya e Dia da Memória Trans Dar Voz a esQrever: Notícias, Cultura e Opinião LGBTI 🎙🏳️‍🌈

O centésimo QUADRAGÉSIMO TERCEIRO episódio do Podcast Dar Voz A esQrever 🎙️🏳️‍🌈 é apresentado por nós, Pedro Carreira e Nuno Gonçalves. O Nuno tinha acabado de chegar de Barcelona e incorreu em todo um ensaio filosófico sobre as diferenças entre as Gais de Barcelona e as de Lisboa e a homofobia internalizada que ainda vivemos no nosso país, Grindr incluído. Falou também do drag espanhol antes de se babar com o espectáculo ao vivo Trixie & Katya Live, as drag queens que considera suas mães. Mas também falámos de assuntos sérios como o Dia Da Memória Trans e o Pedro ainda conseguiu Dar Voz A… Dead To Me. Artigos mencionados no episódio: Dia da Memória Trans: 327 mortes no último ano em todo o mundo, mas a maioria não é relatada Música por Katya Zamolodchikova, Jingle por Hélder Baptista 🎧 Este Podcast faz parte do movimento #LGBTPodcasters 🏳️‍🌈 Para participarem e enviar perguntas que queiram ver respondidas no podcast contactem-nos via Twitter e Instagram (@esqrever) e para o e-mail geral@esqrever.com. E nudes já agora, prometemos responder a essas com prioridade máxima. Podem deixar-nos mensagens de voz utilizando o seguinte link, aproveitem para nos fazer questões, contar-nos experiências e histórias de embalar: https://anchor.fm/esqrever/message 🗣 – Até já unicórnios 🦄
  1. Ep.143 – Ding Dong: Gais en Barcelona, Trixie & Katya e Dia da Memória Trans
  2. Ep.142 – ESPECIAL AO VIVO PODES: Economia Gay, Qatar e a importância dos Podcasts nas comunidades minoritárias
  3. Ep.141 – Milk Milk Lemonade: Twitter de Elon Musk, Daniel Radcliffe vs J.K. Rowling e Queer Porto 8

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