O que prometeu Carlos Moedas para Lisboa no que toca à sua população LGBTI?

Naquela que foi a reviravolta da noite das autárquicas, Carlos Moedas, da coligação Novos Tempos, conseguiu retirar Fernando Medina da presidência da Câmara Municipal de Lisboa, uma das pérolas autárquicas do Partido Socialista.

Depois de uma noite tensa em que a projeção da RTP lhe dava a vitória inesperada, apenas depois das 2 da manhã da madrugada do dia 27 de setembro se cantou vitória na sede da coligação numa clara contagem renhida.

Resultados da votação à Câmara de Lisboa.

A Governação da Câmara Municipal de Lisboa não se adivinha fácil, com Moedas a presidir em minoria e contra uma maioria de esquerda.

Mas afinal, o que prometeu Carlos Moedas para Lisboa no que toca à sua população LGBTI?

No seu programa eleitoral pode ler-se que o objetivo central é “uma Lisboa cosmopolita, inclusiva e integrada numa economia partilhada, com condições e igualdade de oportunidades para todos.“

Mais explicitamente, no que toca a “aprofundar os direitos sociais e a vida comunitária“, Moedas comprometeu-se a:

  • Executar os planos municipais já atualmente em vigor para a Igualdade, para a Prevenção e Combate à Violência contra as Mulheres e à Violência Doméstica e de Género, e para o combate à discriminação e razão da orientação sexual, identidade de género e características sexuais;
  • Construir uma unidade residencial de autonomização com capacidade para jovens LGBTI vítimas de violência ou expulsos de casa pelas respetivas famílias

No universo geral das eleições, notamos igualmente que, das 308 câmaras do país, 28 foram ganhas por uma mulher, o que corresponde a aproximadamente 9% do total e menos do que as 32 autarcas eleitas em 2017. Para comparação, o número de mulheres candidatas à presidência de uma câmara aumentou efetivamente este ano (de 237 para 270), mas menos foram eleitas, confirmando a tendência de um maior conservadorismo no voto das mulheres quando comparado com o de homens, segundo a investigadora Maria Antónia Pires de Almeida.


Ep. 260 – ESPECIAL Autodeterminação de género: comunidade, famílias e especialistas no Parlamento – Dar Voz a esQrever: Notícias, Cultura e Opinião LGBT 🎙🏳️‍🌈

Nos dias 22, 25 e 26 de setembro, a Assembleia da República ouviu associações, famílias, pessoas trans e especialistas no âmbito da discussão, na especialidade, de três projetos de lei sobre autodeterminação de género apresentados por Chega, PSD e CDS-PP que pretendem reverter a lei de 2018.Neste episódio especial do Podcast Dar Voz a esQrever, reunimos algumas dessas intervenções.O foco está nas vozes da comunidade, de quem trabalha diariamente no terreno, de mães e pais de jovens trans e de especialistas das áreas da sociologia, psicologia, psiquiatria, pedopsiquiatria e endocrinologia.Optámos por não incluir intervenções que reproduzam discursos LGBTIfóbicos ou coloquem em causa a dignidade e os direitos das pessoas trans. O objetivo deste episódio é dar espaço a quem vive estas realidades, acompanha pessoas e famílias ou trabalha e investiga nestas áreas. As sessões completas estão disponíveis no site do Canal Parlamento.Artigos mencionados no episódio:Lei Histórica de Autodeterminação de Género Aprovada no Parlamento PortuguêsReino Unido: suicídios entre jovens trans aumentaram durante restrições aos cuidados de saúdeRelatório Cass: Entre a evidência científica e a instrumentalização da saúde de jovens TransPSD, Chega e CDS aprovam retrocesso na autodeterminação de género: Lei atual mantém-se por agora, mas futuro é incertoAlterações de nome e género aumentam em Portugal num ano marcado pela ameaça à lei da autodeterminaçãoAté onde nos trouxe o movimento de conquista de direitos para pessoas trans?Ordem dos Médicos critica projetos da direita sobre identidade de género: “não refletem o conhecimento médico atual”ONU pede retirada de projetos do PSD, Chega e CDS que alteram lei da autodeterminação de géneroMais de 60 entidades subscrevem comunicado que denuncia retrocesso nos direitos trans e intersexo: “A nossa autonomia não é debatível”Nenhum direito vive sozinho: porque a luta LGBTQIA+ precisa de ser interseccionalCAPÍTULOSComunidade e associações00:04:18 — Jo Matos, rede ex aequo00:06:29 — Tiago Sampaio, rede ex aequo00:10:29 — António Vale, AMPLOS00:12:55 — Patrícia Almeida, AMPLOS00:17:39 — Rita Paulos, Casa Qui00:22:49 — Beatriz Flores, ILGA Portugal00:26:57 — Daniela Bento, ILGA Portugal00:30:12 — Jo Rodrigues, Anémona00:36:40 — Helder Bértolo, Opus DiversidadesEspecialistas — intervenções iniciais00:43:35 — Sandra Saleiro, socióloga e professora universitária00:52:50 — Carla Moleiro, psicóloga clínica e professora universitária01:00:13 — Zélia Figueiredo, médica psiquiatra01:07:32 — Rui Ferreira Carvalho, médico especialista em pedopsiquiatria01:15:00 — Miguel Saraiva, médico endocrinologistaEspecialistas — respostas às questões colocadas01:22:12 — Sandra Saleiro01:30:03 — Carla Moleiro01:37:38 — Zélia Figueiredo01:43:28 — Rui Ferreira Carvalho01:49:01 — Miguel Saraiva#LGBTQ #DireitosLGBTQ #DireitosTrans #Intersexo #Autodeterminação #Portugal
  1. Ep. 260 – ESPECIAL Autodeterminação de género: comunidade, famílias e especialistas no Parlamento
  2. Ep. 259 – ESPECIAL: A luta pela autodeterminação de género e contra as práticas de conversão em Portugal
  3. Ep. 258 – UE protege mulheres trans, Chicão muda de opinião & Women Talking + Young Hearts

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