Irlanda: 6 anos depois da legalização do casamento igualitário foi finalmente removido material didático homofóbico e misógino das suas escolas

Marcha do Orgulho de Dublin, 2019.

As autoridades de educação irlandesas removeram material didático que pedia a estudantes adolescentes que discutissem declarações preconceituosas e estigmatizantes, como “todos os gays abusam de crianças”, “raparigas que não usam maquilhagem são lésbicas” ou “todos os gays são seropositivos”.

Os recursos didáticos, desenvolvidos após a educação sexual ter-se tornado parte obrigatória do currículo escolar na década de 1990, foram usados até tão recentemente como em abril deste ano, de acordo com Pamela O’Leary, conselheira orientadora em Cork que pressionou pela remoção dos mesmos.

Foi-me dito repetidamente que, apesar do conteúdo altamente problemático, algumas escolas ainda achavam esses recursos ‘úteis’”, escreveu O’Leary. “Uma maneira ‘útil’ de minimizar a natureza homofóbica e misógina presentes na sociedade irlandesa”, acrescentou.

O’Leary partilhou alguns dos materiais agora excluídos nos quais pode ser lido que “uma pessoa pode deixar de ser homossexual” e “homossexuais tentam tornar outras pessoas homossexuais”, questões que estudantes deviam ‘debater’. Estas são retórica que têm sido desmascaradas vezes sem conta durante as últimas décadas e são ainda usadas em campanhas contra a população LGBTI.

A Irlanda, que legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2015, foi também um dos primeiros países a ter um chefe de governo assumidamente gay, Leo Varadkar.

A Federação Nacional LGBT Irlandesa disse que era “perturbador” que este tipo de material didático tivesse sido considerado apropriado em qualquer altura: “Jovens LGBT+ — e, na verdade, toda a população estudantil — merecem uma [educação] baseada em factos, inclusiva — não ‘debates’ prejudiciais e ofensivos sobre suas identidades inatas”.


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