Estudo: A Saúde Dos Filhos De Casais Homossexuais

Foi publicado no mês passado pelo investigador Simon R. Crouch um artigo científico que estudou 315 casais homossexuais e os seus 500 filhos focando-se na qualidade de vida das crianças e da união familiar. O estudo foi realizado na Austrália e, apesar de décadas de pesquisas, conseguiu tornar-se no maior estudo internacional sobre o tema.

O artigo publicado na revista científica BMC Public Health na realidade não traz nada de novo mas vem reiterar aquilo que os estudos similares anteriores têm concluído: as crianças que vivem num núcleo de uma família com pais do mesmo sexo são tão saudáveis como as que vivem com famílias com pais de sexo oposto [evito aqui propositadamente usar expressões como família gay ou família hetero dado que são expressões que separam aquilo que de mais fulcral há entre elas: a união e o amor].

Em indicadores como “comportamento emocional” e “funcionamento físico”, os investigadores australianos não encontraram diferenças entre as crianças em contexto homo e heteroparental, sublinhando que as qualidades da educação e o bem estar económico das famílias são mais importantes do que a orientação sexual dos pais, comenta o psicólogo Jorge Gato no DN.

O estudo foca igualmente dois pontos importantes na qualidade de vida destas famílias: se por um lado ainda sofrem por homofobia de terceiros (o que só vem mais uma vez mostrar que o maior problema na existência destas famílias vem de pessoas homofóbicas fora do seu núcleo; este nível de pressão existe igualmente, por exemplo, em famílias com pais interraciais ao sofrerem de racismo por parte também de terceiros); por outro, a unidade familiar sai reforçada por não haver uma educação tão estereotipada, mais virada para a diversidade, obtendo assim estas famílias um resultado acima da média neste campo em relação às restantes.

Este é um estudo que vem, mais uma vez, confirmar aquilo que investigadores, psicólogos e outros especialistas têm vindo a defender há várias décadas, que as famílias, todas elas, são saudáveis para as respectivas crianças quando estas se baseiam no amor, na educação e na união familiar. Deixa também claro que o maior ataque que os filhos destas pessoas podem receber é o preconceito homofóbico de terceiros que, por questões religiosas extremas ou por mera e irresponsável ignorância desdenham e continuam a desdenhar, por mais provas que lhes sejam dados, a Família. Maiúscula a abraçar todas as famílias que nos embalaram a vida e nos fizeram seguir em frente.

Nota: o estudo e a notícia foram-nos trazidos pelo André, obrigado!

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