Papa Francisco: Direitos mas (aos) poucos!

O Papa Francisco continua a tocar naquele que foi um assunto tabu para a Igreja Católica durante décadas, a homossexualidade. O casamento entre pessoas do mesmo sexo tem sido um tópico recorrente no discurso do Papa e quase sempre infeliz na forma como o aborda. Já o chamou de moda passageira e chegou a apoiar Kim Davis, a funcionária pública do Kentucky que até há pouco tempo se recusou em entregar certidões de matrimónio a casais homossexuais com base nas suas crenças religiosas.

Ontem, num documento de 260 páginas, apelou à Igreja para ser mais tolerante com os “católicos imperfeitos”, apoiando desta forma os casais que se decidem terminar a sua união através do divórcio. Mas no meio do discurso acerca do casamento e que muitos já consideram peça fundamental do seu legado diz também o seguinte:

“Não há qualquer fundamento para assimilar ou estabelecer analogias, mesmo longínquas, entre as uniões homossexuais e o projecto de Deus sobre o casamento ou a família”

Mas diz entretanto:

“Não há estereótipo para a família ideal, mas um mosaico desafiante composto de várias realidades diferentes, com todas as suas alegrias, esperanças e problemas. Todas as pessoas, independentemente da sua orientação sexual, devem ser respeitadas na sua dignidade e tratadas com respeito”

É de louvar, e atenção à palavra escolhida, a atitude do Papa que novamente dá indícios de uma maior abertura da sua parte para aceitar as pessoas homossexuais no seio da Igreja Católica, apesar de ser novamente uma opinião sua que em nada significa uma adoção geral por parte de todos os seus discípulos na fé cristã. Seria importante que tal o fizessem porque existem muitas pessoas LGBT que beneficiariam de toda a ajuda que lhes fosse oferecida. Esperemos que desta vez o Papa Francisco não volte atrás nestas palavras e deixe finalmente de menosprezar as uniões homossexuais, compreendendo de uma vez por todas que se tratam de direitos civis de qualquer ser humano e que nada têm a ver com a religião que praticam.

Fontes: CNN e Público

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