O Orgulho Das Forças Armadas Britânicas

Nos últimos dias temos vivido a polémica que surgiu com a reportagem que denunciou a forma como eram tratados os alunos e alunas homossexuais do Colégio Militar. Depois de reflexões homofóbicas e machistas de Generais, levanta-se a questão: Serão as Forças Armadas Portuguesas adequadas a pessoas LGBT? A resposta é um claro sim. Basta que queiram.

Por vezes, para termos melhor consciência da nossa realidade, ajuda-nos olhar para o lado e observar outros que lidam com a mesma situação mas de diferente forma da nossa. Quando me deparei com o exemplo das Forças Armadas Britânicas, uma das maiores do mundo, entendi. Basta, efectivamente, querer.

Os três ramos das Forças Armadas – Exército, Marinha e Força Aérea – participam desde 2008 na semana do Orgulho LGBT em Londres, oito anos depois de levantada a proibição de pessoas LGB servirem o seu País abertamente.

Com o tema apropriado de “Heróis“, em 2015, os três oficiais mais veteranos dos três ramos das Forças Armadas juntaram-se pela primeira vez a 216 militares e funcionários das Forças Armadas que marcharam orgulhosamente no evento.

A Ministra da Defesa para as Forças Armadas, Penny Mordaunt, discursou durante o evento:

Dá-me imenso orgulho em ver os grandes avanços dados nas questões da diversidade e da inclusão nas Forças Armadas ao longo dos últimos 15 anos.

Mais de 200 militares dos três ramos marcharam orgulhosamente de uniforme hoje, Dia das Forças Armadas. E com todos os três serviços mencionados na lista dos 100 melhores empregadores pró-LGBT no Reino Unido pela Associação Stonewall recentemente, os progressos realizados ao longo de um período relativamente curto é verdadeiramente impressionante.

[clicar nas imagens para ver originais]

 

No dia do London Pride a bandeira arco-íris do Orgulho LGBT foi hasteada no edifício do Ministério da Defesa como uma declaração pública de apoio à comunidade LGBT [ver acima].

São exemplos de apoio e orgulho como estes que nos fazem entender que a situação de discriminação e impunidade em Portugal só acontece porque os responsáveis assim deixam acontecer. Porque, como aqui foi explicado, basta querer ver o mundo de outra forma, e abraçar aqueles e aquelas que se interessam genuinamente em defender o País. Por inteiro. E por isso reitero a resposta à questão inicial – Serão as Forças Armadas Portuguesas adequadas a pessoas LGBT? – com um claríssimo sim!

Fonte: Ministry of Defense Blog.

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