A homofobia dos pais

Na semana passada li uma notícia que apareceu no meu Facebook sobre o caso de uma jovem inglesa que foi violada pelo próprio pai quando esta assumiu perante o progenitor que poderia gostar de raparigas. Claro que nada justifica um comportamento tão hediondo e por isso esse homem terá que cumprir uma pena de 21 anos de prisão.

Este tipo de comportamento resulta muitas vezes da ignorância das pessoas. Refiro-me a comportamentos homofóbicos ou lesbofóbicos. A homossexualidade é uma condição que não se muda nem se corrige com tratamentos, porque as pessoas nascem assim, sem culpa, sem nada a corrigir.

Ao fazer isto este homem queria provar à filha que esta podia gostar de homens. Mas não se pode contrariar a nossa natureza. Este homem precisava, sim, que o tivessem ajudado a perceber a orientação da filha. Muitos pais acham que a homossexualidade ou a transexualidade é influência de determinada educação, que as pessoas tiveram ou não tiveram. E isto leva-os a levar os filhos ao psicólogo com o intuito de os corrigir.

Com sorte encontrarão pessoas dispostas a ajudá-los e não quem lhes alimente o preconceito como noutros casos. Este homem – e pai – foi condenado em tribunal pelo crime que cometeu sobre a própria filha, mas o julgamento só pode ser duplo, também ele de consciência, por aquilo que representa: querer mudar – neste caso à força – quem somos. ‘Não’ é não.

 

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