set de 7 #16

Janelle Kroll diz que a sua música é uma música dependente, já que aborda inúmeras vezes dependências emocionais que se estabelecem entre pessoas. O tema em si poderia indiciar que a sua sonoridade é algo obscura e dramática, mas a produção por trás das suas canções adiciona-lhes cor e vivacidade em proporções adequadas para que a exploração das suas vivências emocionais se torne mais leve e fácil de continuar a entoar passadas algumas horas. Após ter lançado o seu primeiro EP, “Outsider”, em 2016, Janelle surge este ano com o single “Barricade”, acompanhado de um vídeo que traz à memória Feist e “1,2,3,4”, numa interpretação filmada num único take.

Camila Cabello é uma americana de naturalidade cubana, que fez parte do grupo Fifth Harmony, formado na sequência do programa “The X Factor”, antes de ter decidido aventurar-se numa carreira a solo em dezembro do ano passado. Após ter lançado dois singles isolados com a colaboração de Shawn Mendes e Machine Gun Kelly, com um grande sucesso comercial que serviu para pavimentar brilhantemente a sua carreira a solo, Camila lançou muito recentemente “Crying in the club”, uma música resultante de uma demo escrita por Sia, cuja influência é claramente identificável na sonoridade, e pelo produtor Benny Blanco, e que é o primeiro single do seu álbum a solo “The Hurting. The Healing. The Loving”, esperado em setembro próximo.

Selena Gomez é mais um dos nomes da música atual a ter saído da série “Hannah Montana”, embora não tenha alcançado, na altura, a mesma notoriedade que a série ofereceu a Miley Cyrus. Após ter participado como atriz em mais algumas séries produzidas pelo Disney Channel, que em muito contribuíram para a sua imagem infantil que, de certa forma, se propagou até aos dias de hoje, Selena decidiu investir paralelamente numa carreira musical, inicialmente no grupo Selena Gomez & the Scene e, posteriormente, a solo, numa abordagem que incorporava coreografias e rotinas de dança nas suas performances e videoclips, inspiradas, de acordo com a própria, por Janet Jackson e Britney Spears. Esta abordagem foi no entanto posta de parte nas atuações mais recentes com vista a focar a música e não os efeitos visuais. Após ter lançado dois álbuns a solo, “Stars dance”, em 2013 e “Revival”, em 2015, com resultados bastante positivos tanto a nível comercial como da crítica, e efetuado períodos extensos de digressão enquanto continuava o seu trabalho como atriz, Selena ausentou-se da vida pública durante algum tempo, tendo entrado voluntariamente numa clínica de reabilitação com vista a focar-se na sua saúde mental, fragilizada devido ao facto de sofrer de lúpus, que lhe provocava ansiedade, ataques de pânico e depressão. Atualmente envolvida em diversos projetos, entre os quais a produção executiva da série “Thirteen reasons why”, Selena regressou também à música com o lançamento de “Bad liar”.

The Chain Gang of 1974 é um projeto dedicado a música indie eletrónica desenvolvido pelo músico e DJ Kamtin Mohager, um americano que acompanhou o grupo 3OH!3 como baixista, antes do auto-lançamento dos primeiros esforços a solo, “Fantastic nostalgic: The early recordings”, em 2010, e “White guts”, em 2011, ainda sem qualquer apoio de discográficas. De acordo com o próprio, estes álbuns demonstravam uma sonoridade pouco direcionada, que tanto se poderia aproximar de baladas ao piano como de hard rock, mas foram recebidos com críticas geralmente positivas por publicações da especialidade, e proporcionaram um contrato com o grupo Warner Music, através do qual lançou o seu terceiro álbum, “Daydream forever”, em 2012. Após um período em que favoreceu as colaborações com outros artistas, sem músicas em nome próprio, The Chain Gang of 1974 surge em 2017 com notícias do lançamento, no final deste mês, de “Felt”, do qual “Looking for love”, que ecoa de certa forma a sonoridade dos anos 80 e 90, faz parte.

Halsey é um anagrama do nome verdadeiro desta artista, Ashley, e é também uma referência a uma estação de metro de Nova Iorque onde passava muito tempo na adolescência, Halsey Street. Com ascendência de influências italianas, húngaras e irlandesas pelo lado da mãe, e africano-americanas pelo lado do pai, e tendo sido diagnosticada com bipolaridade por volta dos 16 anos, Halsey chegou alegadamente a descrever-se com o termo “tri-bi”, uma referência à sua biracialidade, bipolaridade e assumida bissexualidade, tendo vindo no entanto a distanciar-se do termo, optando por manter a atenção focada na sua música, um universo onde se aventurou inicialmente como forma de pagar a renda, atuando em diversos locais em diferentes cidades e sob diferentes nomes. Na sequência do lançamento do seu álbum de estreia, “Badlands”, em 2015, surge este ano “Hopeless Fountain Kingdom”, um álbum que mantém a sonoridade da sua estreia mas, de certa forma, mais amadurecida, sendo “Eyes closed” uma excelente amostra.

No Frills Twins, também conhecidas como as irmãs gémeas Vanessa e Arna, são originárias da mesma cidade australiana que ofereceu ao mundo Iggy Azalea, e parte do seu sucesso deve-se a ela. Isto porque uma das suas plataformas de lançamento foi um concurso internacional para encontrar o melhor cover da música “Fancy”, de Iggy, organizado por Ryan Seacrest, o apresentador na altura do programa “American idol”. A sua teatralidade, estilo pessoal e sensibilidade musical permitiu-lhes também reunir uma grande audiência nas redes sociais, tendo aplicado essa fama na criação de uma campanha Kickstarter para angariar os fundos para desenvolver o seu álbum de estreia, com uma sonoridade que definem como dark, alternativa e pop, e com resultados bastante positivos, incluindo a nível da produção dos seus videoclips, como este “Love me tender” que trago hoje.

Robinson é uma artista neo-zelandesa acerca da qual ainda não existe muita informação disponível. No entanto, tal não deve permanecer assim durante muito mais tempo, atendendo ao seu single de estreia, “Don’t you forget about me”, uma admirável balada acompanhada de um vídeo de tendências românticas que, de acordo com a própria, foca a vulnerabilidade que advém de nos perdermos antes de nos encontrarmos verdadeiramente. Robinson conclui que aqueles que realmente gostam de nós não nos julgarão, e não nos esquecerão, uma mensagem com que vos deixo a matutar.

Este é o set de 7 #16.

 

Os destaques visuais desta semana vão para Janelle Kroll, com uma coreografia que poderão tentar reproduzir com os vossos amigos durante o fim-de-semana (há planos menos interessantes), No Frills Twins, com toda a sua exuberância, e Robinson, com uma atmosfera cinematográfica envolvente e intimista.

Enjoy!

[Janelle Kroll – Barricade]

 

[No Frills Twins – Love Me Tender]

 

[Robinson – Don’t You Forget About Me]

 

E, num pequeno P.S., fica a informação de que para a semana teremos uma ligeira renovação visual deste set de 7!

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