7.18 – Pretty girls seem to get their way Even if they don’t have much to say*

*Excerto de “TBC”, de Ama Lou.

Ao foco do 7 desta semana começamos por trazer Ama Lou.

Esta é uma jovem londrina que tem vindo a chamar a atenção pelos seus (até agora, poucos) singles lançados, tanto pela musicalidade quanto pelos visuais que acompanham a música, através dos quais procura transmitir mensagens com algum comentário social, tal como em “TBC“, o seu single de estreia, lançado no final de 2016, onde inclui referências ao movimento “Black lives matter”.

Apesar de ter apenas 18 anos, o conteúdo das suas músicas levou a que fosse conotada como uma artista política, apesar da própria considerar o termo excessivo. De facto, Ama afirma que é demasiado prematuro ser vinculada a este título, uma vez que está apenas ainda no início da sua carreira e que se limita a comunicar o que considera que a define como artista neste momento. Apesar de abordar temas complexos, Ama considera que a escolha dos temas nem sempre é consciente, e por vezes deixa simplesmente a escrita fluir e só num momento posterior de reflexão se apercebe do teor das letras que cria.

E é através da música que Ama Lou se define, através da qual expande as suas perspetivas, enquanto admite que apesar de desde sempre querer ter a liberdade de criar canções e atuar, o que mais a atraiu não foi a indústria da música em si, mas sim a possibilidade de estabelecer ligações com as pessoas. As pessoas em geral são, aliás, a sua principal fonte de inspiração, e é a forma como utilizam a sua criatividade e paixão nas coisas que fazem que a inspira. E espera que essas mesmas pessoas recebam a sua música da forma que melhor se adapta a elas, ficando satisfeita com a possibilidade de qualquer um poder sentir uma relação com as suas criações e torná-las pessoais.

Ama Lou é, sem dúvida, um nome a ficar atento, que traz uma sonoridade original e cujos videoclips até ao momento complementam as suas mensagens, num misto de simplicidade aparente e complexidade subjacente, que contribuem para o interesse que nos suscita, e que vos convido a descobrir enquanto um álbum completo não é lançado.

Outro destaque vai para The Secret Sisters, duas irmãs, Laura e Lydia, do Alabama, nos Estados Unidos da América, e cuja família tem uma tradição significativa de amor pela música country. Após um início de carreira auspicioso, que de certa forma foi minimizado pelo lançamento de um segundo álbum que recebeu críticas menos positivas, estas irmãs acabaram por desvincular-se da editora discográfica a que estavam ligadas até então, não deixando no entanto de estar envolvidas na música. Recentemente lançaram o seu terceiro álbum, “You don’t own me anymore”, do qual Brandi Carlile é uma das produtoras, onde continuam a explorar as sonoridades country e em que o foco é a voz das duas irmãs e a forma como se interligam, e que representa uma agradável descoberta numa sonoridade menos usual. “You don’t own me anymore” é também o título do primeiro single deste álbum, uma canção emocional que explora as relações demasiado claustrofóbicas, mas que oferece uma nota educativa: “Now I’ve learned my lesson, Love is not possession“.

Finalmente, uma referência especial para Rae Morris, uma inglesa que depois de um lançamento, em 2014, do seu álbum de estreia, “Unguarded”, que lhe valeu uma menção da BBC como “Sound of 2015” regressa este ano com “Reborn”, o primeiro single do seu segundo álbum, ainda sem data definida para lançamento, e que representa, como o próprio título indica, uma espécie de reinvenção desta artista, com uma música forte que desperta curiosidade quanto ao que este renascimento trará.

Para além das menções especiais já referidas, esta semana trago ainda Darkness Falls, Molly Kate Kestner, Marika Hackman e KWAYE, no mix eclético que é este 7.18.

 

Os destaques visuais desta semana vão, para além de Ama Lou e The Secret Sisters, para Darkness Falls, com um vídeo de tom cinematográfico que prossegue a abordagem visual cuidada que este grupo costuma imprimir às suas músicas, e KWAYE, com um vídeo não menos interessante em que a a coreografia de um bailado se alia a uma fotografia muito bem trabalhada num resultado impressionante.

Enjoy!

Darkness Falls: The Answer

 

The Secret Sisters – You Don’t Own Me Anymore

 

KWAYE – Little Ones

 

Ama Lou – TBC

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