Cantor gay desaparecido na Tchetchénia terá sido assassinado pelas autoridades locais

Mais uma vítima da purga homossexual na Tchetchénia, desta vez com contornos ainda mais perturbadores.  Zelim Bakaev, popular cantor pop tchetcheno de 26 anos, foi dado como desaparecido pela família e amigos já em Agosto passado aquando de uma visita a Grozny na Tchetchénia, onde já não residia. Em Setembro,  um video surgiu com o cantor supostamente a viajar pela Alemanha, mas tanto a família como amigos desmentiram ser o Bakaev, mas sim um sósia num elaborado plano da polícia tchetchena para desviar as atenções do público.

Agora  várias fontes confirmam o assassinato de Bakaev apenas 10 a 13 horas depois de ter chegado inicialmente a Grozny em Agosto, não antes de ter sido violentamente torturado pelas autoridades locais. Esta notícia horrenda chega apenas uma semana depois de Maxim Lapunov, de 30 anos, se ter tornado no primeiro homem a dar a cara para relatar o sofrimento nas mãos das autoridades tchetchenas. Lapunov sobreviveu a quase duas semanas de intensa e violenta tortura física e psicológica, que incluía ameaças de morte e espancamentos diários.

A normalização destas notícias está a tornar insensível a comunicação social ocidental, que parece nunca ter dado a real atenção a este genocídio de pessoas LGBT em pleno 2017. As próprias autoridades políticas internacionais nada mais têm feito para pressionar Moscovo sobre este grotesco desrespeito aos Direitos Humanos, depois de inicialmente exigirem com brandura um pedido de esclarecimentos a Vladimir Putin. Quantas mais pessoas terão de ser torturadas e morrer para estes horrores serem finalmente colocados nas manchetes de todos os jornais e provocar a revolta de todas e todos? Virar o olhar é ser complacente e isso é quase tão mau quanto o ato em si. Estamos a morrer. Acordem.

Fontes: 1, 2

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