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CIG revela que homens são quem mais se queixa de discriminação de género. E esta, hein?

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Não, não é 1 de Abril. A Comissão para a Cidadania e Igualdade (CIG) revelou que 4 das 5 queixas feitas acerca de desigualdade no acesso a bens e serviços no ano de 2017 baseada no género foram feitas por… homens. Faz parte de um relatório que reflete a aplicação da lei n.º 14 de 2008, que pretende prevenir e proibir a discriminação, directa e indirecta, em função do sexo, no acesso a bens e serviços e seu fornecimento.

Estes quatro homens sentiram-se discriminados em função do seu género aquando da obtenção de bilhetes para jogos de futebol ou para a conferência Web Summit, ambos praticando preços reduzidos para mulheres. A única queixosa incidiu-se também sobre esta discriminação para com o sexo masculino, mas na obtenção de seguros automóveis por parte de uma companhia que praticava apólices reduzidas para mulheres.

A CIG considerou que nenhuma das queixas eram válidas e foram arquivadas. Justificou também os preços reduzidos supracitados para mulheres como “uma acção positiva destinada a prevenir ou compensar situações factuais de desigualdade ou desvantagem relacionadas com o sexo feminino, concretamente nas áreas das tecnologias da informação e do desporto“.

Sigh. Por onde começar. Naturalmente que partilho o parecer da CIG acerca destas queixas estapafúrdias e inacreditavelmente mentecaptas, à falta de melhores palavras. É perfeitamente surreal que em 2018 ainda não se compreenda a desigualdade gritante que as mulheres continuam a sofrer tanto no mercado de trabalho como no acesso a serviços, totalmente desenhados para (e por) homens. É por isso que iniciativas como estas, meramente compensatórias e residuais porque a balança está completamente desequilibrada, são importantes na tentativa de normalização da presença de mulheres nestes eventos, muitas vezes tornadas invisíveis e silenciadas de forma cíclica e perene.

Não deixa portanto de ser irónico – e triste, extremamente triste, que sejam quase só homens a falarem sobre como sofreram discriminação de género, habituados estão a ser ouvidos e validados. Não compreendendo assim que a natureza do privilégio de viver num Mundo para eles edificado lhes tolda a capacidade de avaliar a necessidade de existirem mecanismos que levem a uma maior representação das mulheres em áreas que continuam a menosprezá-las.

Fonte: Público

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