Francisco Rodrigues dos Santos considera prematuro avaliar medidas de Viktor Orbán na Hungria: “É preciso deixar a poeira assentar”

Em entrevista à TSF, Francisco Rodrigues dos Santos, líder do CDS, demarca-se da carta enviada por treze líderes a exigir a expulsão do partido de Viktor Orbán do Partido Popular Europeu: “É preciso deixar a poeira assentar para avaliar”, refere, acrescentando que o CDS se sente “confortável” no PPE.

Em causa está o facto de Orbán ter feito aprovar uma lei que lhe permite governar por decreto e por um período indefinido, naquela que é considerada uma “clara violação dos princípios fundamentais da democracia liberal e dos valores europeus“.

Recordamos que Orbán, apesar dos apelos de Organizações e ativistas pelos Direitos Humanos, aproveitou este momento para, no passado dia 19 de maio, aprovar o projeto de lei cujo artigo substitui a categoria de “sexo/género” no registo civil por “sexo atribuído à nascença”, não podendo depois ser modificado em quaisquer circunstâncias, num claro atentado aos direitos das identidades Trans e naquele que é considerado um dia triste para os Direitos Humanos, em particular o das pessoas Trans e Intersexo na Europa.

Não houve a oportunidade para amadurecer, para recolher os dados necessários nomeadamente dentro do PPE, para se fazer uma fiscalização a sério dos poderes que foram acionados por Viktor Orban na Hungria.

Francisco Rodrigues dos Santos considera que neste ambiente político absolutista em plena União Europeia ainda é cedo para avaliar “as medidas musculadas que foram adotadas por cada país, no âmbito da União Europeia designadamente por partidos que estão dentro do PPE“.


Nem a propósito, os Direitos LGBTI na Europa, incluindo o atentado aos mesmos na Hungria, os ataques homofóbicos em França e Portugal no Rainbow Map estiveram em destaque no mais recente episódio do Podcast Dar Voz A esQrever 🎙🏳️‍🌈, oiçam:


O Fidesz, partido de Orbán, foi suspenso do PPE em março de 2019 por ter aplicado uma série de medidas que puseram em causa o Estado de direito na Hungria e as suas relações com a União Europeia ao usar uma dura retórica anti projecto europeu. Na altura, Orbán reagiu à decisão dizendo que o Fidesz não tinha sido suspenso, mas que se suspendera a si próprio de participar no PPE. A próxima assembleia do PPE está agendada para junho, mas a carta enviada conta com subscritores suficientes para abrir um processo formal de expulsão.

Sobre a subscrição da carta, Francisco Rodrigues dos Santos afirma que “o CDS iria agendar um debate sobre as medidas adotadas na Hungria e com devido amadurecimento e com todos os elementos à disposição e poderia depois assumir uma posição firme de acordo com o apuramento que fizesse“. Ficamos então à espera de tal eventual posicionamento enquanto Orbán permanece na sua caminhada de poder absoluto onde a Liberdade e os Direitos Humanos não têm hoje lugar.


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