Afeganistão: Parceria entre organizações não governamentais ajudou 29 pessoas LGBTI a fugir do regime talibã

Imagem baseada em fotografia da Rainbow Railroad aquando do embarque das pessoas LGBTI refugiadas.

A organização não-governamental com sede em Toronto desempenhou um papel fundamental na ajuda a um grupo de pessoas afegãs LGBTI a escapar do regime talibã no Afeganistão. Esta é a conclusão de um esforço intercontinental que levou meses para retirá-las de Cabul.

Depois de receber centenas de pedidos de ajuda de pessoas afegãs que temiam pela sua segurança e pela sua vida, a Rainbow Railroad, uma organização que ajuda pessoas LGBTI a escapar da perseguição, trabalhou com a Stonewall para ajudar os membros da comunidade a escapar para o Reino Unido.

O primeiro grupo de 29 pessoas embarcou num voo militar na sexta-feira com destino a um local não revelado no Reino Unido, anunciou o Escritório Britânico de Relações Exteriores, Commonwealth e Desenvolvimento [imagem acima].

“A esperança da Rainbow Railroad é que elas sejam as primeiras de centenas que chegarão ao Reino Unido através deste esforço, e que outros governos, nomeadamente os governos americano e canadiano, façam parceria connosco em operações semelhantes“, disse Eric Wright, diretor de comunicação da Rainbow Railroad.

Wright disse ainda que há estudantes e ativistas LGBTI no Afeganistão entre as pessoas socorridas, alvos do regime talibã.

A homossexualidade é criminalizada sob a lei afegã, com infratores a enfrentar penas de prisão ou mesmo de morte. Um relatório de 2020 dos EUA descobriu que as pessoas LGBTI enfrentaram discriminação no emprego e nos cuidados de saúde, e também são vulneráveis a espancamentos e agressões sexuais pelas forças de segurança no Afeganistão.

A campanha envolveu “meses de desenvolvimento de parcerias e defesa direta ao governo do Reino Unido aos mais altos níveis“, disse Wright, incluindo uma carta urgente assinada em conjunto pela diretora executiva da Stonewall, Nancy Kelley, e pelo diretor executivo da Rainbow Railroad, Kimahli Powell. Na carta era solicitada ajuda urgente para transportar pessoas afegãs LGBTI que se encontravam “em extremo risco de tortura e morte nas mãos dos talibãs e que temiam pelas suas vidas“.

A Rainbow Railroad disse ter recebido mais de 700 pedidos de ajuda vindos do Afeganistão desde que o regime talibã assumiu o controlo do país. O grupo diz que é mais de um quarto do número de pedidos de ajuda que chegam a cada ano de todo o mundo. Como resultado, o grupo contratou pessoal extra especificamente para triagem de casos no Afeganistão.

Apenas 29 pessoas puderam ser transportadas por via aérea ao mesmo tempo por causa da operação e dos riscos extremos de segurança que surgem com o movimento de pessoas através das fronteiras. O grupo será agora apoiado por pela organização Stonewall e outras instituições para começar as suas novas vidas no Reino Unido.

Espera-se que mais pessoas afegãs LGBTI cheguem ao Reino Unido nos próximos meses.

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Nos dias 22, 25 e 26 de setembro, a Assembleia da República ouviu associações, famílias, pessoas trans e especialistas no âmbito da discussão, na especialidade, de três projetos de lei sobre autodeterminação de género apresentados por Chega, PSD e CDS-PP que pretendem reverter a lei de 2018.Neste episódio especial do Podcast Dar Voz a esQrever, reunimos algumas dessas intervenções.O foco está nas vozes da comunidade, de quem trabalha diariamente no terreno, de mães e pais de jovens trans e de especialistas das áreas da sociologia, psicologia, psiquiatria, pedopsiquiatria e endocrinologia.Optámos por não incluir intervenções que reproduzam discursos LGBTIfóbicos ou coloquem em causa a dignidade e os direitos das pessoas trans. O objetivo deste episódio é dar espaço a quem vive estas realidades, acompanha pessoas e famílias ou trabalha e investiga nestas áreas. As sessões completas estão disponíveis no site do Canal Parlamento.Artigos mencionados no episódio:Lei Histórica de Autodeterminação de Género Aprovada no Parlamento PortuguêsReino Unido: suicídios entre jovens trans aumentaram durante restrições aos cuidados de saúdeRelatório Cass: Entre a evidência científica e a instrumentalização da saúde de jovens TransPSD, Chega e CDS aprovam retrocesso na autodeterminação de género: Lei atual mantém-se por agora, mas futuro é incertoAlterações de nome e género aumentam em Portugal num ano marcado pela ameaça à lei da autodeterminaçãoAté onde nos trouxe o movimento de conquista de direitos para pessoas trans?Ordem dos Médicos critica projetos da direita sobre identidade de género: “não refletem o conhecimento médico atual”ONU pede retirada de projetos do PSD, Chega e CDS que alteram lei da autodeterminação de géneroMais de 60 entidades subscrevem comunicado que denuncia retrocesso nos direitos trans e intersexo: “A nossa autonomia não é debatível”Nenhum direito vive sozinho: porque a luta LGBTQIA+ precisa de ser interseccionalCAPÍTULOSComunidade e associações00:04:18 — Jo Matos, rede ex aequo00:06:29 — Tiago Sampaio, rede ex aequo00:10:29 — António Vale, AMPLOS00:12:55 — Patrícia Almeida, AMPLOS00:17:39 — Rita Paulos, Casa Qui00:22:49 — Beatriz Flores, ILGA Portugal00:26:57 — Daniela Bento, ILGA Portugal00:30:12 — Jo Rodrigues, Anémona00:36:40 — Helder Bértolo, Opus DiversidadesEspecialistas — intervenções iniciais00:43:35 — Sandra Saleiro, socióloga e professora universitária00:52:50 — Carla Moleiro, psicóloga clínica e professora universitária01:00:13 — Zélia Figueiredo, médica psiquiatra01:07:32 — Rui Ferreira Carvalho, médico especialista em pedopsiquiatria01:15:00 — Miguel Saraiva, médico endocrinologistaEspecialistas — respostas às questões colocadas01:22:12 — Sandra Saleiro01:30:03 — Carla Moleiro01:37:38 — Zélia Figueiredo01:43:28 — Rui Ferreira Carvalho01:49:01 — Miguel Saraiva#LGBTQ #DireitosLGBTQ #DireitosTrans #Intersexo #Autodeterminação #Portugal
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