Robbie Williams recorda apoio da comunidade LGBTQ+ no início da carreira com os Take That

Robbie Williams recorda apoio da comunidade LGBTQ+ no início da carreira com os Take That

Robbie Williams iniciou a sua carreira em 1991 como membro da boyband Take That, ao lado de Gary Barlow, Jason Orange, Mark Owen e Howard Donald e desde logo foram abraçados pela comunidade LGBTQ+. O grupo rapidamente alcançou sucesso com temas como It Only Takes a Minute e Could It Be Magic, tornando-se um fenómeno musical do Reino Unido. No entanto, em 1995, Robbie decidiu sair da banda e seguir uma carreira a solo que o levou a conquistar o mundo com sucessos como Millennium e She’s the One. Em 2005 regressou à banda com bastante sucesso, especialmente em solo europeu.

Recentemente, em entrevista à The Advocate, Robbie recordou a sua primeira experiência em clubes gay nos anos 90, quando os Take That se apresentavam nesses espaços, e como isso marcou a sua vida para sempre. “No primeiro clube gay que fui senti-me seguro, fui bem-recebido, e não só fui bem-recebido, fui amado e apreciado, e sim, foi instantaneamente transformador, afirmador de vida, e fiquei muito grato. Ainda fico,” afirmou o cantor.

Williams relembrou ainda como a sua educação no norte de Inglaterra, durante os anos 70 e 80, moldou as suas primeiras percepções sobre a homossexualidade. “Sou de uma cidade do norte de Inglaterra, em que nos anos 70 e 80 crescer na escola significava que a coisa pela qual podias ser intimidado era por talvez seres homossexual, então aprendemos que ser homossexual era razão de vergonha e nada a que aspirar,” partilhou.

No entanto, Robbie Williams explicou que, ao mesmo tempo, sentia-se atraído pela representatividade LGBTQ+ nos media. “Via as personagens [LGBTQ+] e as pessoas na televisão, e pareciam pessoas simpáticas e que me faziam sentir feliz. Isto era confuso,” admitiu.

Foi apenas quando se juntou aos Take That e começou a atuar em clubes gay que Robbie teve um novo entendimento da comunidade. “Como um jovem de 16 anos, entro numa banda chamada Take That e atuamos em clubes gay nos primeiros 18 meses. O que posso dizer é que, de onde venho, fazemos a bondade e a violência muito bem, e nunca sabes qual das duas vais receber. Nunca estás seguro porque estás rodeado de psicopatas,” contou.

Robbie Williams tornou-se um dos grandes aliados da comunidade LGBTQ+ no mundo da música. A sua relação próxima com o público queer refletiu-se, por exemplo, nas quatro capas para a revista Attitude – um recorde para um homem cis e heterossexual. Agora, com o filme Better Man, um biopic sobre a sua vida e a história de Robbie realizado por Michael Gracey, volta a ganhar destaque e a sua relação com a comunidade LGBTQ+ continua a ser um dos momentos mais importantes da sua carreira.


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