A comemoração do dia do autor português, no passado vinte e dois de maio, foi o pretexto que precisava para falar com Bruno Leão, um autor queer lusófono que, desde a publicação do seu primeiro livro, em 2024, tem sido ativo na contribuição literária. Do seu primeiro romance, centrado em relações queer tóxicas, à sua nova aposta, que tem o verão e o voleibol como pano de fundo, Bruno trouxe também para o mercado edições especiais dos seus livros. Estas edições demonstram que o mercado literário está vivo e que existem editoras, como a Secret Society, do grupo Penguin, que continuam a apostar na pluralidade.

Por fim em silêncio | Apartamento em Crise | Um a Zero
Foi com este entusiasmo em mente, e perante o facto de o primeiro livro de Bruno estar também prestes a chegar ao mercado espanhol, que quis falar com ele. Não só para conhecer melhor o seu trabalho como autor, mas também para perceber como olha para a nossa realidade social, seja através de fenómenos culturais como Heated Rivalry, seja através de temas mais sérios, como a crise na habitação.
Olá, Bruno.
Em primeiro lugar, agradeço-te a disponibilidade para esta entrevista. Ser autor em Portugal está longe de ser um percurso linear e é precisamente por aqui que gostava de começar. Com o teu terceiro livro prestes a ser publicado, como te apresentas a quem nos lê e de que forma tentas conjugar a tua vida profissional com a escrita?

Olá, eu sou o Bruno Leão, tenho 22 anos e, neste momento, sou autor de três romances YA queer bastante comerciais, divertidos e sempre com um tema social de fundo que sinto que precisa de ser mais discutido.
O meu romance de estreia, Por Fim em Silêncio, é perfeito para quem gosta de um toque de drama e aborda relações queer tóxicas, uma realidade muito comum, mas ainda pouco explorada na literatura. Já o Apartamento em Crise é uma comédia romântica onde acompanhamos o Tiago, que se muda para Lisboa, mais precisamente para o triplex de luxo dos pais, e acaba por ter quatro amigos e um cão a viver em sua casa, devido a várias situações ligadas à crise da habitação. Escusado será dizer que tudo se transforma num caos. Finalmente, o Um a Zero, o meu novo livro, é um sports romance perfeito para este verão, com um universo rico numa cultura pop própria, que fala sobre expetativas impossíveis, crises existenciais e segundas oportunidades.
Como foi essa ginástica durante a construção dos teus primeiros dois romances? Podes falar-nos um pouco deles?
O equilíbrio entre a minha vida de autor e o meu trabalho acabou por ser algo inevitável. Em Portugal, ainda é muito difícil viver exclusivamente da escrita e, por isso, tive de encontrar uma forma de conquistar a minha independência e pagar as minhas contas. Se, ao início, parecia impossível conciliar as duas coisas, com o tempo percebi que gosto da ideia de existirem dois “Brunos” em áreas tão diferentes, mas que acabam por se complementar. Ter duas vocações fez-me valorizar ainda mais os momentos que tenho para escrever, tornando a criação destes mundos ainda mais especial.
E, para os mais curiosos, eu sou marketeer. Olhando para trás, acredito que essa área também me deu ferramentas muito úteis de comunicação e marketing que, de forma natural, acabei por aplicar ao universo dos meus livros.
O teu primeiro livro, Por Fim em Silêncio, apresentou-nos um romance tóxico como premissa. O que te levou a explorar esse tema e de que forma te preparaste para a sua escrita?
Sempre tive a ideia de escrever um livro sobre relações tóxicas queer, principalmente porque sentia que era um tema muito pouco retratado, tanto na literatura como na sociedade em geral. Muitas vezes fala-se de relações tóxicas de forma ampla, mas raramente se olha para esta realidade dentro de relações queer, como se fosse um assunto invisível.
A verdade é que o tema acabou quase por vir até mim. Todos nós conhecemos alguém, quer seja um amigo, um familiar ou até um desconhecido numa festa, que passou por uma relação tóxica, independentemente da orientação sexual. No meu caso, comecei a ouvir várias histórias sobre o tema, de forma muito orgânica, e fui percebendo padrões e semelhanças entre elas. O mais marcante era que a maioria acabava com o mesmo desfecho doloroso.
Foi aí que percebi que queria dar voz a essa realidade no meu primeiro livro. Queria explorar não só o lado emocional e psicológico destas relações, mas também mostrar como é fácil romantizarmos certos comportamentos sem nos apercebermos do impacto que têm. Por Fim em Silêncio nasceu muito dessa vontade de criar uma história que pudesse gerar conversa, identificação e, acima de tudo, reflexão.
Portugal atravessa uma crise de habitação sem precedentes. Foi essa a grande inspiração para o teu segundo romance, Apartamento em Crise?, ou existiu também uma vontade de explorar algo diferente depois dos temas mais pesados do primeiro livro?

Ambos. Apesar de considerar a crise da habitação um tema igualmente pesado, desta vez quis abordá-lo de uma forma mais leve e descontraída comparativamente ao meu primeiro livro. Acho que isso também reflete muito o meu próprio crescimento enquanto pessoa e autor. Costumo dizer que os meus livros crescem comigo, e o Apartamento em Crise não é exceção.
O livro surgiu precisamente numa fase da minha vida em que comecei a pensar mais seriamente em sair de casa, conquistar a minha independência e construir o meu próprio espaço. E, no meio desse processo, deparei-me com demasiadas barreiras e constrangimentos para que isso fosse realmente possível.
Falamos constantemente da crise da habitação nos jornais e nos noticiários, mas quase sempre de uma perspetiva muito técnica e objetiva. Senti que faltava uma visão mais próxima e pessoal, de um jovem para outros jovens, sobre o quão frustrante esta realidade pode ser e sobre as situações absurdas às quais muitas vezes nos temos de sujeitar só para conseguirmos dar esse passo.
Foi exatamente isso que quis explorar no Apartamento em Crise: pegar num tema muito atual, mas contá-lo através de uma lente mais leve, caótica e divertida, sem nunca perder a mensagem principal.
Um a Zero, o teu terceiro livro, está prestes a chegar aos leitores. Com temáticas tão diferentes das histórias anteriores, como foi escrever um romance queer desportivo passado no verão?
Foi tão divertido! Não me interpretes mal, eu amei escrever os outros livros e diverti-me imenso com eles, mas este acabou por se tornar o meu favorito. Gosto de pensar que é a minha cara chapada, uma mistura bonita de tudo aquilo de que eu gosto.
Criar toda a cultura pop de raiz, desde os Sun After Midnight, uma boy band que ficou famosa depois de ganhar a Eurovisão, até à Match Point, uma revista ao estilo da Bravo cheia dos mexericos dos personagens, foi sem dúvida uma das partes mais gratificantes deste livro.
E depois juntar isso a protagonistas mais maduros e confiantes de si mesmos tornou todo o processo muito revigorante e fresco para mim, enquanto escritor.
A vertente desportiva é algo que te interessa particularmente ou foi também uma nova área para ti enquanto autor?
Sim, foi definitivamente uma nova área para mim enquanto autor. Nunca joguei voleibol profissionalmente e nunca tinha escrito nem descrito algo com tanto detalhe como os jogos de voleibol do Um a Zero, por isso houve toda uma aprendizagem e um cuidado diferente durante o processo de escrita. Queria que os jogos fossem intensos e envolventes mesmo para quem não acompanha o desporto.
No entanto, não diria que a ideia do livro veio necessariamente do meu interesse pelo desporto. Curiosamente, foi algo sobre o qual me pus a refletir depois de terminar o livro. A ideia de escrever um sports romance surgiu muito antes de todo o hype e da procura por este género. Na verdade, nasceu de uma mistura entre um episódio da segunda temporada de XO, Kitty e um bichinho dentro de mim que queria escrever algo completamente diferente, mas ainda assim alinhado com os meus outros livros.
Mas, depois de pensar melhor, percebi que o voleibol sempre teve uma presença muito forte na minha vida. Na minha pré-adolescência, era considerado o desporto fixe, aquele que toda a gente queria praticar. Além disso, era o jogo de que eu mais gostava nas aulas de Educação Física e também aquilo que jogávamos no verão entre amigos.
Por isso, acho que, de certa forma, esta ideia acabaria sempre por surgir mais cedo ou mais tarde, era só uma questão de tempo.
Considero que um autor aprende sempre com os seus livros anteriores. Concordas? Que lições te deixaram os teus dois primeiros romances e de que forma moldaram a história do teu novo casal, o Salvador e o Vicente?
Concordo. Acho que aprendemos sempre com todos os processos de escrita e que cada livro acaba por nos ensinar algo diferente. Com o meu primeiro livro, aprendi qual era o meu processo ideal de escrita e como funciono enquanto autor. Já com o Apartamento em Crise, aperfeiçoei esse processo e tornei-me muito mais ágil, ao ponto de conseguir terminá-lo em menos tempo.
Em todos os livros tento desafiar-me a ir mais longe, seja em termos de escrita, criatividade ou até nas dinâmicas e elementos multimédia que quero inserir na história. Escrever, tal como tudo, é um processo contínuo de aprendizagem e, por isso, acredito genuinamente que evoluo de livro para livro.
No caso do Um a Zero, acho que a maior lição foi aprender a confiar mais na minha escrita e naquilo que é a essência dos meus livros. O Salvador e o Vicente nasceram muito dessa confiança: são personagens mais seguras de si mesmas, mais maduras emocionalmente e com uma dinâmica diferente daquela que explorei anteriormente. No fundo, percebi que não preciso de fugir daquilo que torna os meus livros… meus.
Pensando nos leitores que nos acompanham e que possam estar a descobrir agora os teus livros, para que idades ou fases de leitura recomendarias cada uma das tuas obras? Há algum livro que sintas exigir maior maturidade emocional pelos temas que aborda?
Costumo aconselhar os meus livros para leitores a partir dos 15 anos, mas acredito genuinamente que somos todos diferentes e que cada pessoa tem o seu próprio nível de maturidade enquanto leitora. No final do dia, também cabe a cada um perceber se se sente preparado para determinada história ou para os temas que ela aborda.
Diria que o livro que considero um pouco mais sensível nesse aspeto é o Apartamento em Crise, muito por causa do tema da crise na habitação. É uma realidade que, de forma natural, acaba por tocar mais a leitores um pouco mais velhos, precisamente por estarem mais próximos dessa fase da vida e dessas preocupações.
Ainda assim, tento sempre escrever histórias que possam ser sentidas por diferentes idades, seja pelo romance, pelas personagens ou pelas emoções que atravessam os livros.
As tuas histórias têm um forte peso social na sua construção. Essa consciência nasce sobretudo da tua identidade, da tua forma de olhar para o mundo, ou da realidade sociocultural dos últimos anos?
Acho que é uma junção de tudo, na verdade. Nasce das minhas preocupações enquanto pessoa a viver numa sociedade que, como qualquer outra, tem os seus defeitos; enquanto pessoa queer que ainda está a conquistar o seu espaço; e também enquanto escritor que quer usar o seu espaço mediático e a sua arte como uma forma de acolher pessoas que precisem de conforto.
Os temas sociais acabam por surgir de forma muito natural naquilo que escrevo porque fazem parte da maneira como eu olho para o mundo e das conversas que considero importantes ter. Nunca sinto que estou a inserir esses temas só por inserir, eles aparecem porque fazem parte de mim, da minha realidade e da realidade de muitas pessoas à minha volta.
No fundo, gosto da ideia de que os meus livros possam entreter, mas também fazer companhia a alguém ou fazê-lo sentir-se visto de alguma forma.
Sentes, de alguma forma, o peso das histórias que contas face ao período sensível que o mundo atravessa em termos de direitos sociais queer?
Acho que não sinto propriamente o peso das histórias que conto, mas sinto a importância que elas têm. Percebo isso pela forma como as pessoas falam dos meus livros comigo e pelas mensagens que recebo. E, honestamente, sinto-me sobretudo muito grato por poder ter o espaço que tenho para escrever as histórias que escrevo, especialmente num período tão sensível em relação aos direitos sociais queer, como referiste.
Para mim, isso significa que ainda existe esperança ao fundo do túnel. Significa que ainda há pessoas dispostas a ouvir, a ler, a empatizar e a procurar este tipo de histórias. Acho que é uma forma de eu continuar a delinear o caminho que tantas pessoas antes de mim começaram a construir, para que outras possam vir depois e correr por cima dele com ainda mais liberdade.
Para quem não sabe, o teu primeiro romance será traduzido para espanhol. Pessoalmente, fico radiante quando vejo um autor português levar o seu trabalho além-fronteiras. Como foi esta experiência? Podes contar-nos um pouco mais sobre o processo e sobre como irá acontecer este lançamento?
Foi uma experiência completamente surreal. Tudo começou quando consegui, com a ajuda da Penguin e especialmente do Rodrigo, o meu editor, entrar em contacto com a minha atual agente, a Gala. Eles foram um apoio enorme durante todo este processo, que passou muito por apresentar os meus livros a editoras internacionais em feiras dedicadas a agentes e editores.
Mais tarde, esse trabalho acabou por dar frutos e a Puck, a chancela onde o meu livro vai ser publicado, mostrou interesse no Por Fim em Silêncio. Foi um daqueles momentos em que efetivamente tive de me beliscar para acreditar que era real. Nunca imaginei ver uma história que escrevi chegar a leitores de outros países e noutra língua.
O livro sai agora em junho em todos os países de língua espanhola e vou ter também a oportunidade de estar presente no lançamento, o que torna tudo ainda mais especial para mim.
Sinto-me na obrigação de falar contigo de Heated Rivalry. Já escrevi sobre isso nas minhas redes sociais e aqui no esQrever, e sei que também foste questionado sobre o tema no Instagram, a propósito do teu novo livro. Ainda assim, gostava de fugir um pouco às comparações diretas e perceber contigo que impacto sentiste à tua volta com o rebentar cultural desta série. De alguma forma, deu-te mais força para contar as histórias que queres contar?
Fiquei mesmo muito feliz por Heated Rivalry ter sido adaptado e por ter conquistado tantas pessoas tão rapidamente. Estamos a falar de uma história visivelmente queer e que, além disso, não esconde a sua componente sexual, algo que durante muito tempo foi suavizado, ocultado ou tratado como algo demasiado nicho para chegar às massas.
Acho que o impacto cultural da série veio provar que estas histórias também têm espaço no mainstream, nos grandes ecrãs e nas conversas de toda a gente. Que podem ser comerciais, populares e culturalmente relevantes sem deixarem de ser queer. E isso, para mim, foi muito bonito de ver.
De certa forma, acho que momentos assim acabam inevitavelmente por dar mais força e confiança a autores queer para continuarem a contar as histórias que querem contar. Mostram-nos que existe público, existe procura e, acima de tudo, existe espaço para nós.
O nosso mercado editorial costuma ser atravessado por várias discussões nas redes sociais: o que se lê, quanto se lê, os preços dos livros ou até o valor dado aos autores portugueses. Ainda assim, conseguiste navegar este cenário e trazer ao público queer edições em capa dura, sprayed edges, e-books e, agora, com Um a Zero, uma edição especial com uma caderneta de cromos alusiva à história. Como encaras estes desafios do mercado e de que forma sentes que o mesmo tem acompanhado as tendências e oportunidades para os autores portugueses?
Tenho muita sorte por estar numa das maiores editoras de Portugal e por ter ao meu lado a equipa da Secret Society, que acredita nas minhas ideias mais malucas e me ajuda a torná-las realidade. Acho que sem esse apoio e essa abertura seria muito mais difícil arriscar em certas coisas.
Mas é verdade que existem vários constrangimentos no mercado editorial português, sobretudo quando falamos de tiragens mais baixas e de tudo aquilo que é possível fazer a nível de produção e marketing. No final do dia, estamos perante uma indústria que também precisa de ser sustentável e dar lucro, por isso há sempre um equilíbrio delicado entre criatividade e viabilidade.
Acho que o segredo, e talvez uma das únicas soluções, passa muito por sermos criativos e por percebermos qual é a realidade do nosso mercado para, dentro dela, tentarmos oferecer a melhor experiência possível aos leitores. Muitas das ideias que surgem à volta dos meus livros, desde edições especiais até aos influencer packages, envolvem muitas horas de trabalho manual, planeamento e pequenas artimanhas para fazer tudo acontecer.
E sinto que, aos poucos, o mercado português também tem começado a acompanhar melhor algumas tendências internacionais e a perceber que os leitores valorizam este tipo de experiências. Quanto mais leitores conseguirmos alcançar, mais liberdade também vamos tendo para arriscar, experimentar e fazer coisas diferentes com os livros portugueses.
Quando não estás a escrever, o que é mais certo estares a fazer?
A minha resposta provavelmente deveria ser que estou a ler, mas a verdade é que, quando não estou a escrever, é muito provável que esteja agarrado à minha Switch. Sou um gamer muito fiel e, neste momento, o meu maior vício é Zelda.
Enquanto isso, também estou ansiosamente à espera de poder começar a jogar Pokopia, porque sou um enorme fã de Pokémon desde miúdo. Acho que os videojogos acabam por ser uma das minhas formas favoritas de descansar e, ao mesmo tempo, continuar a alimentar a minha criatividade.
Que outros géneros literários gostarias de experimentar?
Por enquanto, acho que me vou manter entre o romance e a comédia romântica, até porque ainda sinto que tenho muito para explorar dentro desses géneros e muitas formas de continuar a inovar nas histórias que conto.
Mas, ao mesmo tempo, também acho que nunca se deve dizer nunca. Quem sabe o que o futuro me reserva?
Que autores te têm inspirado nesta jornada e que livros têm ficado contigo como referência?
Tenho-me inspirado muito em autores como Dustin Thao e Tessa Bailey, sobretudo pela forma como conseguem trabalhar emoções, relações e criar histórias que ficam com os leitores. São autores a quem volto muitas vezes enquanto leitor e que, inevitavelmente, acabam por influenciar a forma como penso as minhas próprias histórias.
Mas, curiosamente, nos últimos dois anos também tenho sentido que cresci muito lado a lado com autores lusófonos, incluindo vários estreantes. Tem sido muito bonito acompanhar esse percurso em simultâneo e perceber que também nos inspiramos uns aos outros enquanto comunidade. Autores como M.G. Ferry, Tiago Valente, Mika Serur e Pedro Subtil acabaram por fazer parte dessa jornada.
Acho que as minhas referências vêm tanto dos livros que leio como das pessoas com quem tenho tido a sorte de crescer ao longo deste caminho.
Para terminar, se pudesses falar diretamente com os leitores que já te acompanham — e com aqueles que poderão descobrir agora os teus livros através de Um a Zero —, que mensagem gostarias de lhes deixar?
Antes de mais, quero agradecer a todas as pessoas que têm acompanhado os meus livros e que lhes têm dado tanto apoio e carinho ao longo destes anos. Sei que pode parecer cliché dizer isto, mas é mesmo graças aos leitores que estas histórias continuam a existir e a chegar cada vez mais longe e a mais pessoas.
E para quem me está a descobrir agora através de Um a Zero, espero que encontrem nestas páginas algo que vos faça companhia, que vos divirta ou que fique convosco de alguma forma depois de fecharem o livro.
Estou muito ansioso pela Feira do Livro de Lisboa e por voltar a estar com toda a gente, ouvir o que têm para me contar desta vez e conhecer também novos leitores. Vou estar no dia 30 de maio para o primeiro evento oficial do Um a Zero e para a minha sessão de autógrafos. Espero ver-vos por lá!
Agradeço imenso o teu tempo e disponibilidade! Foi um gosto esta conversa e espero que, quem nos leia, tenha gostado tanto quanto eu.
O gosto foi todo meu. Mais uma vez, obrigado por esta oportunidade!
Eu não sei quanto a vocês, mas estou ansioso por, agora no verão, descobrir os livros do Bruno nas diversas Feiras do Livro que, durante o verão, nos aproximam, não só dos livros, mas dos autores.
Também ficaste curioso? Os livros são publicados pelo grupo Penguin e estão disponíveis quer em livro, como em e-book.
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