Estudo: Os Países E A Homossexualidade

Num estudo publicado no ano passado (link), Espanha foi considerado o País mais gay-friendly do Mundo. Não deixa de ser um resultado curioso e só mostra como é possível um País ter uma cultura religiosa forte mas separar a mesma das responsabilidades do Estado. No entanto, o mesmo não pode ser dito de todos os Países, ainda existem aqueles em que Igreja (e a sua veia mais extremista) e o Estado se confundem, nomeadamente no Médio Oriente. De notar também como os Estado Unidos Da América possuem um índice semelhante ao México ou ao Brasil (ambos, mesmo assim, com um índice positivo), o que só mostra a disparidade entre os Estados que o compõem e o quanto ainda há para fazer por lá:

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A Nigéria fica assim no último lugar do estudo como o País mais homofóbico do Mundo, sendo que este estudo foi realizado antes deste País criminalizar a homossexualidade, ter começado a fazer perseguições e a prender pessoas pelo simples facto de serem gays. Nem posso imaginar a difícil situação que esta população nigeriana vive neste momento, num País dominado pela corrupção, pela religião e por ideais homofóbicos. No entanto, a esperança e a luta não podem desanimar; e quando esta vem de dentro tanto melhor: a aclamada escritora Chimamanda Ngozi Adichie já veio a público reprovar estas acções por parte do Governo liderado por Goodluck Jonathan (não pude deixar de notar na ironia do nome). Mas em breve darei a atenção devida a este assunto.

Infelizmente não há dados concretos sobre Portugal mas quero acreditar que não serão muito diferentes do resto dos Países da Europa Ocidental. Não quer isto dizer que estamos confortáveis, que devemos aceitar o que já temos, que há pessoas bem piores que nós, não é isso que está em causa, enquanto os nossos direitos (os mesmos da restante população) não forem defendidos pelo Estado, enquanto o preconceito e a ignorância ainda forem a norma, há sempre algo por fazer, por lutar. Porque o nosso sucesso é também o sucesso daqueles que vivem em condições piores que as nossas. E no fim o sucesso será de todos, gays, heteros, europeus, africanos… todos por uma causa una.

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