Sobre Marinho Pinto E O Que Ele Representa

Marinho Pinto foi uma das surpresas vencedoras das passadas Eleições Europeias. A sua ascensão é preocupante e, já agora, humilhante para um País que está na frente da luta pela igualdade universal dos seus cidadãos.

É extremamente perigoso alguém afirmar há um ano (e continuar hoje a defender): “O desenvolvimento harmonioso da personalidade da criança exige um pai homem e uma mãe mulher – e não um homem a fazer de mãe e uma mulher de pai”. Mais perigoso é esta pessoa ter sido eleita para representar o nosso país na Europa. Que exemplo, que lutas queremos nós travar ao fazermos chegar pessoas destas à frente da Europa. Que tipo de segurança, que tipo de direitos queremos nós preservar quando alguém mostra um tipo de preconceito e homofobia extremos perante parte da população portuguesa, pais e filhos.

Qualquer que seja a conclusão que se tire, seja por ignorância social, seja consequência de um voto de protesto, o poder que Marinho Pinto ganhou nas eleições é de tal forma perigoso que só nos fará apurar armas (vulgo as nossas vozes, as nossas palavras puxadas pela convicção de que somos gente) e lutar contra uma mentalidade que não deve, não pode representar-nos. De forma alguma.

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