A Homofobia Mata (E Todos Somos Vítimas)

Se não há grandes dúvidas quanto ao perigo que as pessoas vítimas de homofobia sofrem, existem igualmente estudos que mostram que também aqueles que praticam actos homofóbicos pagam um preço, não apenas moral, mas, literalmente, com a própria vida.

Ora, um estudo concluiu que as pessoas homofóbicas vivem, em média, menos dois anos e meio que aquelas que não o são. Estas diferenças são causadas por um maior nível de stress a que essas pessoas se sujeitam e que lhes causa problemas cardiovasculares. Embora seja difícil fazer uma ligação directa entre estes dados específicos (e confundir-se a homofobia com outro tipo de preconceito), o estudo consegue, no entanto, notar um maior risco de mortalidade em pessoas homofóbicas do que racistas.

Se quem comete actos preconceituosos sofre esta perda de vida não será difícil adivinhar que quem é vítima desses mesmos actos sofrerá muito mais e há um estudo que corrobora isso: gays, lésbicas e bissexuais que vivem em comunidades com altos níveis de preconceito homofóbico vivem, em média, menos doze anos (!) que aqueles que vivem em comunidades menos preconceituosas.

Com este tipo de dados fica óbvia a importância de uma sociedade tolerante para com as suas pessoas, todas elas, porque, caso contrário, também todas elas pagarão um preço: para além dos crimes de ódio cometidos sobre as vítimas, a qualidade de vida, tal como a sua extensão, e a saúde de todos os envolvidos é afectada e todos temos a perder com isso. Por isso vivam, mais e melhor, juntos.

Nota: Poderão também ver um vídeo que explica sucintamente os dados mencionados aqui.

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