Vídeo: Como Lidam As Crianças Com Familiares LGBT?

A discussão da adopção e co-adopção em Portugal passou recentemente pelos temas mais quentes no país e todos tivemos algo a dizer sobre o assunto. Uma das maiores preocupações, com maior ou menor honestidade, em ambos os púlpitos, favor ou contra, era a proteção das crianças envolvidas. O quanto iriam sofrer essas crianças aos caprichos de um casal do mesmo sexo?, perguntaram muitos dos que se opuseram, subvertendo por completo as questões que se levantavam. Como se o interesse superior da criança não fosse o mesmíssimo interesse de quem se propõe a adoptar uma criança.

Ora, creio que um dos pontos que este tipo de raciocínio levanta é a atribuição de um preconceito e de uma homofobia pessoal a outrem, neste caso às crianças. Mas que fique claro, esta alegada preocupação não é mais do que isso, uma projeção. E assim estas pessoas tentam indicar como outras irão reagir baseando-se no seu próprio medo, na sua própria reação. Mas as coisas não têm que ser necessariamente assim. Podemos educar as nossas crianças de forma a tornarem-se melhores homens, melhores mulheres e, de uma forma simples e natural, provarmos como não, aquele medo e aquele preconceito não nos representam. E quanto mais cedo as crianças valorizarem o Amor e o respeito pelo próximo, melhor irão tratar os que as rodeiam.

E esta ideia não se aplica, obviamente, apenas em relação a famílias homoparentais, mas sim à Família, seja ela de que natureza for. E sejam os seus membros mais ou menos próximos, todos eles merecem a hipótese de (nos) amar. E nós a eles. O resultado pode ser tão simples como o da Ana Clara e do Guilherme, duas crianças que possuem uma tia lésbica e, vindos do Brasil até nós através do Canal das Bee, assim nos explicam como é simples explicar algumas coisas que alguns adultos insistem em complicar. Aliás, como só as crianças o conseguem fazer, vejam:

Nota: Obrigado ao Filipe pela partilha.

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