É-Se Livre No Interior?

Um dos actos de maior libertação que uma pessoa LGBT pode ter na sua vida é o momento em que se assume, é o chamado coming out ou de saída do armário se preferirem o termo português. Existe, de certa forma e mesmo vinda de outros LGBT, uma pressão para que as pessoas o façam o mais rapidamente possível.

Não é a primeira vez que tratamos o tema aqui no blog e é bem sabido que, antes de qualquer impulso temporal, deve existir a segurança de quem se assume à família e aos que o rodeiam. De nada vale seguir cegamente um princípio se no final do processo arriscamos ser violentados, postos fora de casa ou humilhados, há histórias para tudo. Por isso a segurança, principalmente para os mais novos, deverá ser a prioridade máxima e será essencial um equacionamento se o acto de nos assumirmos pode ser naquele momento prejudicial ou não.

Dito isto, e como é óbvio, acredito que o percurso normal de uma pessoal LGBT é, mais cedo ou mais tarde, assumir-se, sendo que o critério será sempre pessoal. Mas o que dizer de pessoas que vivem em locais afastados dos grandes centros urbanos? De pessoas que, para além das lutas que qualquer pessoa LGBT trava, têm que lidar com um meio normalmente mais fechado, mais pequeno e mais preconceituoso?

São respostas a estas questões que a norte-americana Human Rights Campaign tenta responder na campanha One America. Poderá não haver uma resposta universal a todos os problemas que um meio pequeno oferece – por oposição a um meio citadino mais anónimo, mais invisível – mas a educação de toda a sociedade e a proximidade e o contacto entre as pessoas, independentemente da sua sexualidade (ou género, ou raça, ou religião, etc) parecem ser as mais óbvias. Há que dar o exemplo, vejam o vídeo:

Nota: Obrigado ao Nuno pela partilha do projecto 🙂

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