Documentário: “Growing Up Trans”

O programa Frontline, do canal público norte-americano PBS, emitiu recentemente um documentário sobre crianças transgénero chamada “Growing Up Trans“. A sua perspectiva sobre o tema – mostrando os avanços clínicos e sociais, mas também os receios, a falta de estudos profundos quanto aos métodos usados pelas equipas médicas (estas crianças estão entre as primeiras do mundo a experimentarem estes tratamentos) e, claro está, o receio das famílias – oferece a quem vê este documentário uma visão abrangente do tema, não se negando a levantar questões pertinentes e difíceis. Tudo isto num equilíbrio justo e sensível quer em relação às crianças e adolescentes, quer em relação a alguns membros da família menos abertos a abordar a questão dos filhos.

Não pudemos deixar de notar que nestes exemplos são os homens que, mais uma vez, oferecem mais obstáculos à discussão da saúde física e mental dos próprios filhos.

Dizem-nos:

Apenas uma geração atrás foram os adultos, e não as crianças, que mudaram de género. Mas hoje muitas crianças estão em transição, também, com novas opções médicas e em idades mais jovens. Growing Up Trans leva os espectadores a uma viagem íntima e reveladora por esta nova fronteira, onde é agora possível a uma criança que se sente nascida no corpo errado nunca ter que atravessar a puberdade do seu sexo biológico.

Contada a partir da perspectiva de pais, médicos e, mais revelador ainda, oito crianças transgénero, variando em idades de 9 a 19, Frontline tem um olhar poderoso desta nova geração, explorando as possibilidades médicas, as lutas e as escolhas das crianças e das suas famílias que hoje enfrentam. Com acesso ao programa de gênero no Hospital Pediátrico Ann & Robert H. Lurie de Chicago, os cineastas Miri Navasky e Karen O’Connor examinam os tratamentos complicados – e muitas vezes controversos – já disponíveis para crianças transgénero e exploram as questões profundamente pessoais que muitos pais e familiares encaram.

Vale, portanto, muito a pena ver o documentário (na íntegra, em Inglês):

Nota: Obrigado à Ana pela dica 🙂

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