Poema: Mais Um Dia

Mais um dia,

Mais uma tentativa, uma mera fugida.

Aquele momento em que entre conversas, risadas e garfadas;

entre trivialidades e pistoladas,

Assuntos (in)certos e(m) futuros a ser descobertos,

caminhos abertos, nada mais que desertos…

Tudo está, se mantém e manterá:

Escondido. Enuviado. Incerto.

da verdade escondido;

na realidade pintado em tons de enuviado;

incerto por ser certo apesar de não existir.

Atiro aquela pedra. Outra pedra. Nada mais que uma pedra…

Quero ir por aí. Quero que vás por aí.

Caminhar sem cair, dançar sem escorregar…

Quero que te apercebas de mim sem te magoar.

Porque… Porque…

Porque te amo…

Mais! do que a outro alguém.

E preciso de ti.

Mais do que ninguém!

E sofro com o medo de te desiludir!

Mas ouve-me. Tens que me ouvir!

Chora comigo, abraça-te a mim e acabemos a rir…

Imploro-te…

Ouve os sinais! Segue as pistas!

Quando te falo num futuro distante…

Quando mostro assertivamente que “não” amo nem sou amante;

Quando digo friamente que a geração “acabou”…

Graças a uma mentalidade diferente,

Esta! A que me “desgraçou”…

Não culpes escolhas profissionais!

Algo tão forte não pode ser coisa assim tão banal!

E não, não é desvalorização do sentimental…

É: suave e carinhosamente,

neste meu esforço colossal,

mostrar-te suave e delicadamente

que não sou! e que não quero!

e que, tal como tu!,

certamente não passo de mais um… mero Animal.

 

Luís Salvador

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