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Poema: O Frenesim

Perdido na imensidão do tempo,
à procura do nada que tudo contempla
em panóplias, montras e expositores.
Artistas, fotógrafos e pintores.
Nada de mais, mas a vista contempla.
Sais à rua e sentes o vento,
a chuva na cara e o frio, típico, daquele relento.
Não tens questões ou dúvidas.
Um mero cozinhar de algo… mas sem fermento.
Contrarias a solidão!
Quais pensamentos a ter em consideração?
Travões estrada fora,
Sem medos nem perdões.
A esperança do começar,
Naquele velocímetro que não vai abrandar.
A correria, o frenesim…
E depois, nada mais que um festim…
Mais um não neste possível sim.
Porque agora “já conheceste”…
E este é o seu fim!

Luís Salvador

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